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Os dados foram divulgados hoje (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar da leve variação no último levantamento, o instituto destaca que o resultado do IPCA é favorável, já que ficou abaixo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional para o país, que era de 4,5%.
Segundo o IBGE, dos nove grupos que compõem o índice, Alimentação e Bebidas (cerca de 25% das despesas das famílias) foi o que mais contribuiu para conter o IPCA, com uma queda acumulada de 1,87% no ano. O resultado decorreu, em grande medida, da baixa de 4,85% no preço dos alimentos consumidos em casa, com destaque para as frutas (-16,52%), que tiveram o maior impacto negativo (-0,19 p.p.) no índice geral de 2017.
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De acordo com o gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor, Fernando Gonçalves, a deflação dos alimentos foi consequência da produção agrícola, que teve uma safra cerca de 30% superior a 2016.
“Essa situação levou o consumidor a pagar mais barato (-1,87%) do que no ano anterior. É a primeira vez que o grupo apresenta deflação desde a implementação do Plano Real”, diz, em nota, Gonçalves.
