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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta quarta-feira (10), em linha com os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro sobem, desfavorecendo o dólar, que se desvaloriza frente ao euro, mas se aprecia diante da libra esterlina e do iene.
Nos EUA, olhos atentos ao Wholesale Inventories (12h00), que contém informações sobre a venda e os estoques do setor atacadista norte-americano. Mais tarde, às 16h00, o Departamento do Tesouro divulga o Treasury Budget, com o orçamento da instituição. Mais cedo, a EIA (Energy Information Administration) divulga a medição dos estoques de petróleo (12h30).
Exportações em foco
As exportações na China subiram 45,7% em fevereiro na base anual, estendendo a variação positiva de 21% no penúltimo mês. As importações também cresceram no período, com alta de 44,7%. Ambas as variações vieram acima do esperado por analistas. A balança comercial revelou superávit de US$ 7,6 bilhões.
De Pequim para Berlim, as exportações da Alemanha inesperadamente caíram 6,3% em janeiro, na relação mensal. Por sua vez, as importações relataram alta de 6% no mesmo período, o que resultou em um superávit comercial de € 8,7 bilhões, piora frente aos € 16,6 bilhões vistos em dezembro.
“A queda de janeiro provavelmente será uma mancha e o superávit comercial deverá ser maior durante os próximos meses”, disse Ken Wattret, analista do BNP Paribas. Apesar do fato extraordinário, Wattret alerta que tais tombos poderão afetar o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre.
Gastos zero nos EUA
Paper publicado na NBER (National Bureau of Economic Research), escrito por Joshua Aizenman e Gurnain Kaur Pasricha, revela que os estímulos fiscais agregados nos EUA, ajustados pelos gastos fiscais declinantes dos 50 estados, foi próximo a zero em 2009. “Enquanto os estímulos federais preveniram um declínio líquido nos gastos fiscais agregados, não estimularam os dispêndios agregados acima da média proposta”, dizem os autores, no artigo que discute as implicações das limitações dos estados diante dos déficits.
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Pequim ou Washington?
Para Gideon Rachman, colunista do Financial Times, o Japão viverá uma encruzilhada política à frente: se alinhar com Pequim ou com Washington? “Neste momento, faz sentido manter boas relações com os EUA e com a China. No longo prazo, o Japão provavelmente terá que enfrentar uma escolha desconfortável”, discorre o colunista. Nesse sentido, Rachman ainda cita como um fator preocupante o nível da dívida pública japonesa, próxima a 180% do PIB (Produto Interno Bruto).
Cenário interno
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a Pesquisa Industrial Mensal, com a Produção Física, que acompanha a evolução do mercado de trabalho e da produção na indústria, só que agora em versão regional. Já a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou a prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) deste mês, com inflação de 0,95% no período.
No front corporativo, destaque para a divulgação dos números de Bematech e LLX Logística – antes do mercado -, e de Profarma, Brasil Brokers, Camargo Correa, Energisa, Cremer, Br Malls – após o fechamento.
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Por fim, as seguintes empresas farão teleconferências com seus acionistas: Eucatex (09h00), Positivo (10h00), ALL (10h00), Multiplan (11h00) e Log-In (14h00).