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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em baixa nesta segunda-feira (15), ao contrário dos mercados futuros dos EUA, que mostram leve alta. As cotações do petróleo e do ouro recuam, favorecendo o dólar, que se valoriza frente ao euro e à libra esterlina, mas sucumbe diante do iene.
Nos EUA, olhos atentos ao Industrial Production (10h15), com o produto das fábricas e minas. O indicador vem acompanhado do Capacity Utilization, que medirá a capacidade industrial utilizada. Além disso, ocorre o primeiro dia da reunião do Fomc. Destaca-se ainda o NY Empire State Index (9h30), que tem o intuito de avaliar a atividade manufatureira no estado de Nova York.
Compulsórios, ratings e emprego
Diante do aumento expressivo do crédito em 2009 na China, o Morgan Stanley projeta “aumentos múltiplos” nas taxas de depósito compulsório ao setor bancário chinês, sendo a próxima elevação “iminente”.
Em entrevista, o diretor da Moody’s, Pierre Cailleteau, alertou para a possibilidade de cortes nos ratings de crédito do Reino Unido e dos EUA, à medida que as dívidas de ambas nações possuem maiores custos.
No Velho Continente, o número de pessoas empregadas na Zona do Euro recuou 0,2% durante o quarto trimestre de 2009, segundo dados da Eurostat (agência de estatísticas do bloco). Enquanto isso, o recuo foi de 0,3% na União Europeia.
O que precisa ser feito
Para Simon Johnson, professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology), foram necessários dois anos de espera para que houvesse um discurso como o do senador Ted Kaufman, a ser proferido na próxima quinta-feira (18). “Precisávamos de um discurso simples e direto sobre o que exatamente aconteceu com o nosso sistema financeiro e, então, com a nossa economia”, discorre o professor, que lista os principais pontos do pronunciamento, conforme vistos no website do senador democrata:
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- A excessiva falta de regulação possibilitou ao sistema financeiro que saísse do controle nos anos 1980 – mas particularmente durante e após a década de 1990. Isso resultou diretamente na catástrofe econômica de 2007 e 2008;
- Os EUA precisam modernizar e aplicar os princípios que estão por trás da Glass-Steagall, ou seja, separar os serviços comerciais do banco daquelas atividades de maior risco;
- O governo norte-americano necessita postar limites de tamanho para os maiores bancos do sistema financeiro, preferencialmente como uma parte do PIB (Produto Interno Bruto);
- Os reguladores precisam elevar substancialmente os requerimentos para capital, além de elevar a vigília nos mercados de derivativos.
Alemanha quer expulsar Grécia?
Em sua coluna no Financial Times, Wolfgang Münchau desnuda a proposta de criação de um Fundo Monetário Europeu, conforme listada por Wolfgang Schäuble – ministro deFinanças da Alemanha –, ao revelar que serve para expulsar países da Zona do Euro.
“A proposta não é para ajudar países com problemas. É para ajudá-los a saírem fora”, discorre o artigo, em referência à inclusão da clausula de saída da Zona do Euro, sem precisar migrar da União Europeia. Münchau ainda avalia que a permanência da moeda comum é vantajosa para a Alemanha, dados os privilégios como exportadora.
Fed prepondera Tesouro
Pesquisa veiculada no The Wall Street Journal com 54 economistas mostra que 38 deles enxergam o Federal Reserve como principal responsável pela emersão da crise, mesmo com o pacote de US$ 787 milhões lançado pelo Tesouro dos EUA. Conforme a maioria dos economistas, as medidas do Fed de flexibilização quantitativa da moeda elevaram o crescimento econômico e mitigaram as perdas no mercado de trabalho.
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Descompasso em voga
“Os preços para todos os metais básicos e estoques estão fora de equilíbrio”. A frase é de Alan Heap, analista do Citigroup, e mostra como os preços das commodities estão fora da relação tradicional entre oferta e demanda. “A causa deste descompasso é a demanda especulativa em investimento”, completa o analista, justificando tal cenário pela crença dos investidores de que os mercados deverão contrair em 2010.
Por aqui
No Brasil, o Banco Central divulgou o Relatório Focus, com a opinião das instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos do País. Mais tarde, às 11h00, o Ministério do Desenvolvimento publicará a Balança Comercial. Além disso, haverá vencimento de opções sobre Ibovespa.
No front corporativo, destaque para os resultados de Trisul, Telemar, SEB, Equatorial e PDR Realty. Além disso, as seguintes empresas realizarão teleconferência com seus acionistas: Kroton (9h00), Grupo Paranapanema (11h00), Telemar (11h00) e MMX (15h00).