Embora avalie positivamente resultado da Cemig, Citigroup mantém cautela

Banco credita aos papéis da companhia alto risco e recomenda manutenção; preço-alvo é de R$ 35,88

Publicidade

SÃO PAULO – Embora julgue “melhor do que esperado” o resultado da Cemig (CMIG4), o Citigroup recomenda momento de manutenção para os papéis da companhia, atrelando, além de um alto risco, um preço-alvo de R$ 35,88 – upside (potencial teórico de valorização) de 20,12% sobre o último fechamento.

No tocante do resultado, o analista Marcelo Britto destaca os custos “mais baixos que o esperado” e a venda de geração, os quais “dirigiram os resultados”, acarretando em um Ebitda (geração operacional de caixa) e lucro que “excederam” as expectativas do banco.

Britto observa também que as receitas líquidas, bem como o lucro líquido vieram 0,2% e 54% acima das estimativas do Citi, respectivamente.

Além disso, o analista destaca o bom desempenho no segmento de geração, devido ao deslocamento dos volumes de sua oferta de eletricidade para o mercado regular, passando a trabalhar com a demanda dos consumidores “livres”, que, embora mais baixa, as vendas possibilitam um preço mais elevado.

Distribuição em queda
Por outro lado, Britto destaca como fato negativo a queda na distribuição, ocorrida em grande parte devido à contração no consumo industrial registrada no quarto trimestre, de 16% na comparação de bases anuais.

Momento da cautela
A justificativa do banco para a manutenção dos papéis provem das incertezas que acercam as eleições deste ano, dos riscos que possíveis aquisições podem trazer aos dividendos e à alavancagem da companhia, e ao baixo crescimento do Ebitda no que tange as distribuições.

Continua depois da publicidade

Riscos 
Por sua vez, o alto risco – e a possibilidade de um desempenho aquém do esperado das ações – vem em decorrência da estrutura de custos da companhia; da baixa possibilidade de captura de sinergia em investimentos; e, por fim, de um preço mais baixo do que o esperado para energia.

Já quanto às possibilidades de alta dos papéis, aumento no preço da energia e diminuição dos custos operacionais são os destaques apontados por Britto.