Alta recente do mercado é sustentável? Saldo estrangeiro mostra que não

Divergência de baixa entre o índice IBrX e o investimento das principais corretoras estrangeiras serve como alerta ao investidor

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SÃO PAULO – Não é mistério a forte relação entre o desempenho do mercado brasileiro e o ritmo de negociação dos investidores estrangeiros na BM&F Bovespa, tendo em vista o desempenho histórico do Ibovespa.

De 2005 até o ano passado, a participação destes agentes no mercado doméstico já ultrapassa os 32%, com picos de 35,5% em 2006 e 2008. No ano de 2009, a representação nos negócios ficou próxima de 34%, alcançando a mínima de 29,5% em novembro, resultado da alíquota de 2% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) cobrada a partir do final de outubro sobre o dinheiro estrangeiro aplicado no País em renda fixa e variável.

Contrariando a tendência de alta dos últimos seis meses, o saldo do investidor estrangeiro na BM&F Bovespa ficou negativo em R$ 2,099 bilhões em janeiro, com compras em R$ 34,870 bilhões e vendas na casa de R$ 37 bilhões.

Coincidência ou não, o Ibovespa interrompeu, no último mês, uma tendência de seis meses consecutivos de alta, vinda de julho até dezembro de 2009, ao marcar queda de 4,64% no acumulado mensal.

De olho no movimento dos investidores estrangeiros no mercado brasileiro, Christian Cayre, da CHR Investor, elaborou um estudo conhecido com o Fluxo das 10 Mais, que consiste em acompanhar o saldo financeiro das principais corretoras internacionais no segmento Bovespa.

Fluxo das 10 Mais
Formulado por Cayre por mais de um ano e meio, o estudo resume o fluxo das 10 principais corretoras internacionais que operam no mercado brasileiro, a fim de identificar a movimentação do capital externo nos papéis do índice, sem contar os investidores que aplicam por meio de corretoras nacionais. Na lista estão, por exemplo, Morgan Stanley, Merrill Lynch, UBS e Credit Suisse Hedging-Griffo.

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No comparativo entre o desempenho do Índice Brasil (IBrX) e o Fluxo 10 Mais, Cayre vislumbra uma clara divergência entre os dois índices, que fora confirmada nas últimas semanas, tendo em vista a tendência de baixa do IBrX no curto prazo. Os gráficos ilustram o cenário:

                                         

“Com essa ferramenta, podemos perceber como as corretoras estrangeiras determinam o humor do mercado brasileiro”, avalia o consultor do CHR Investor, que destaca a importância do estudo como sinalizador de tendência e, consequentemente, fundamental para o investidor.

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Análise do Ibovespa
Nesta quarta-feira (3), Octavio Focques, da Focques-Ceccato Analistas Técnicos, apresentou no Day Trade suas perspectivas de curto prazo para o Ibovespa, como destacou um ponto de entrada para os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4).