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SÃO PAULO – Após iniciar o dia no campo negativo, o dólar comercial inverteu o sinal ainda durante a manhã, ganhando força ao longo do dia e fechando cotado na venda a R$ 1,847 – alta de 0,93%. Dessa forma, a moeda interrompeu uma sequência de duas quedas consecutivas.
Atuando bem próximo do fechamento dos negócios, o Banco Central do Brasil realizou um novo leilão de compra de dólares. A captação no mercado à vista ocorreu entre 15h39 e 15h49 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,8462.
Ainda sobre essas intervenções, a autoridade monetária mostrou que captou US$ 1,709 bilhão no mercado à vista em janeiro. Desde o início desse ciclo de compras de dólares, em maio de 2009, o montante acumulado já chega a US$ 29,186 bilhões. Além disso, as reservas internacionais do País contabilizavam US$ 240,484 bilhões até o final do primeiro mês de 2010.
Por fim, o BC ainda trouxe os números do fluxo cambial, mostrando que a entrada de dólares no País superou a saída em US$ 1,075 bilhão no totalizado em janeiro. O resultado positivo foi graças ao superávit de US$ 1,215 bilhão no fluxo financeiro, superando o saldo financeiro, que ficou deficitário em US$ 140 milhões.
Mercados internacionais
Nos EUA, a agenda de indicadores trouxe dados divergentes sobre a economia do país. Enquanto o ADP Employment Report mostrou entre dezembro e janeiro o menor recuo no número de vagas de emprego no setor privado norte-americano, o ISM Services atingiu 50,5 pontos no primeiro mês de 2010, número aquém do esperado pelos analistas (51 pontos).
Contudo, a apreensão nos mercados aumentou na medida em que os resultados corporativos decepcionaram os investidores. Destaque para os números de Electrolux, Time Warner e VeriSign.
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Desentendimento entre BC e Fazenda
Abandonando as referências econômicas, ganhou destaque ainda nesta sessão as declarações do ministro de Planejamento, Paulo Bernardo, negando que haja algum desentendimento entre as opiniões do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Sobre o fato de Mantega sinalizar que o juro básico brasileiro deve ser mantido, enquanto Meirelles alerta sobre os riscos de inflação causada pelo excesso de euforia nos mercados, Bernando preferiu amenizar o clima. “Um ministro dar mais ênfase para um dos aspectos, se o mercado de trabalho está mais forte ou menos forte, não é motivo para a gente ter turbulências”, afirmou.
Na apresentação das novas cédulas do Real, tanto Mantega quanto Meirelles saíram rápido da entrevista, de maneira a evitar as perguntas dos jornalistas acerca dos desentendimentos entre os dois.
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Dólar a R$ 1,847
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8450 na compra e R$ 1,8470 na venda, forte alta de 0,93% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 1,9600, representando um ágio de 6,23% em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 2,12% em fevereiro, frente alta de 8,37% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana chega a 6,08%.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março encerrou o dia cotado a R$ 1.853, forte alta em relação ao fechamento da última terça-feira, de R$ 1,838. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em forte alta, atingindo R$ 1.863 frente R$ 1.847 do fechamento da terça-feira.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8450000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,24% para abril de 2010, 0,01 ponto percentual acima do registrado no fechamento anterior.