Resumo Diário

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Em mais uma sessão de pessimismo nos negócios, a bolsa brasileira seguiu a trajetória vista na véspera e acumulou perdas nesta sexta-feira (5), mesma tendência registrada nas bolsas europeias e asiáticas. Já as bolsas norte-americanas tiveram forte pressão compradora no final do pregão e encerraram em alta.

Apesar de ganhar fôlego no final, o Ibovespa encerrou com desvalorização de 1,83%, a 62.762 pontos, renovando o menor patamar desde 4 de novembro de 2009. O volume financeiro atingiu R$ 8,80 bilhões. Na semana, a desvalorização foi de 4,04%, a pior desvalorização desde a última semana de outubro.

Apesar da taxa de desemprego dos EUA registrar queda de 0,3 ponto percentual, atingindo 9,7% em janeiro – menor patamar desde agosto de 2009 – o Relatório de Emprego também trouxe dados preocupantes, como a perda de 20 mil posto de trabalho no país. Além disso, os números de dezembro foram revisados para baixo – de queda de 85 mil postos para perda de 150 mil vagas.

Outro fator que contribuiu para a queda nos mercados foi o aumento da preocupação a respeito das dívidas soberanas dos países europeus, sobretudo Portugal, Espanha e Grécia. Os CDSs (Credit Default Swaps) dos três países subiram para níveis recordes e as bolsas fecharam em queda na Europa.

Bolsa
O Ibovespa voltou a enfrentar uma sessão de forte queda, tendo batido na mínima a 61.341 pontos. No final do pregão a bolsa chegou a ganhar fôlego, e encerrou em queda de 1,83%, a 62.762 pontos.

Apesar do mau humor na bolsa brasileira, algumas ações conseguem se destacar. Os papéis das elétricas Cesp e Cemig estão entre ações que compõem o índice que encerraram no terreno positivo. O ministro Edison Lobão confirmou na véspera que o governo dediciu renovar as concessões do setor.

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O setor de transportes e logística também conseguiu se descolar da queda no índice e as ações da LLX e ALL encerraram no terreno positivo. A petrolífera OGX ganhou fôlego no final da sessão e liderou os ganhos.

Entre as maiores variações negativas, destaque para as ações do setor financeiro, com Banco do Brasil e BM&F Bovespa liderando as perdas.

Na noite anterior, a bolsa brasileira soltou os dados operacionais do mês de janeiro. Tanto as negociações de Home Broker como as operações no segmento BM&F registraram recordes no número de negócios registrados. O segmento Bovespa registrou movimentação total de R$ 129,1 bilhões no período.

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Fora do índice, as ações da Multiplus estrearam na bolsa com forte desvalorização de cerca de 10%, cotadas a R$ 14,50, após o preço fixado no processo de bookbuilding ter ficado abaixo das projeções dos coordenadores da oferta.

A Tenda anunciou o fim do direito de retirada de seus papéis, em meio ao processo de incorporação da empresa pela Gafisa. Já na próxima terça-feira (9), os papéis das duas companhias serão integrados sob o ticker GFSA3, negociados no Novo Mercado da BM&F Bovespa. Os papéis da Gafisa terminaram entre os destaques de queda.

Agenda
Nos EUA, além do Relatório de Emprego pela manhã, também foi divulgado o Consumer Credit, mostrando reuco recorde de 4% no crédito ao consumidor norte-americano no ano de 2009.

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Na Europa, a Alemanha registrou aceleração de 2,6% em sua produção industrial em dezembro, acima das expectativas do mercado e do registrado em novembro.

No front doméstico, diferentes indicadores de inflação apontaram alta em janeiro. O IPCA ( Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medida oficial da inflação doméstica, registrou alta de 0,75%, maior resultado desde maio de 2008, enquanto o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) apontou inflação de 1,01% no período, também acima das expectativas.

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) também registrou alta, de 0,88%, 0,64 ponto percentual acima da apurada em dezembro. Por fim, a Pesquisa Industrial Produção Física – Regional mostrou avanço da produção da indústria nacional em 8 das 14 regiões pesquisadas em dezembro frente a novembro. Com relação ao mesmo mês de 2008, houve avanço nas 14 regiões.

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Dólar
Após acentuar suas perdas no início da tarde, o dólar comercial foi ganhando forças na reta final de negócios, terminando com leve alta de 0,05%, sendo cotado na venda a R$ 1,888. Com essa nova valorização – a terceira consecutiva – a moeda superou a máxima alcançada na véspera e atingiu o maior patamar desde 1 de setembro de 2009, quando terminou valendo R$ 1,905. No acumulado da semana, a variação também ficou positiva em 0,05%.

O Banco Central do Brasil realizou um leilão de compra de dólares. A operação no mercado à vista, realizada entre as 12h13 e as 12h23 (horário de Brasília), teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,8735, segundo dados do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais).

Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em baixa na BM&F Bovespa nesta sexta-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,23%, baixa de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 133,75% de seu valor de face, alta de 0,75% frente ao fechamento anterior.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 244 pontos-base, alta de 3 pontos em relação ao fechamento anterior.