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SÃO PAULO – A Itaú Corretora revisou as projeções para os papéis da Marcopolo (POMO4), como forma de incorporar os resultados da companhia auferidos no terceiro trimestre de 2009 e as novas previsões macroeconômicas. Com isso, a recomendação agora é de outperform (performance acima da média do mercado), com um preço-alvo elevado de R$ 8,10 para R$ 10,00 por ação – o que representa um upside (potencial de valorização) de 35,13% ante o fechamento do último pregão.
“A combinação de um cenário competitivo mais suave, um rico mix de produtos e um sólido volume no mercado doméstico” são os principais fatores levantados pelos analistas que se traduzirão em maiores margens para a companhia no próximo exercício.
A corretora destaca ainda o fato de que o mercado doméstico compensará o fraco desempenho no mercado externo – de onde provém 35% de sua receita -, enquanto continuam “céticos quanto ao desempenho da Marcopolo fora do Brasil (exceto pela Índia)”.
Forte demanda doméstica
Tal crença em um forte desempenho no mercado doméstico deve-se à melhora no cenário de ônibus intermunicipais, ao financiamento especial do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e à já mencionada redução na competição.
O primeiro tópico – ônibus intermunicipais – será beneficiado com uma licitação governamental prevista para abril de 2011 que, “junto com a recuperação econômica do Brasil, impulsionará a demanda” por ônibus. Já no que tange aos financiamentos do BNDES, houve uma extensão nas linhas de financiamentos especiais cedidas pelo banco de fomento até junho próximo.
Quanto à competição mais amena, os analistas observam que os rivais nacionais da Marcopolo estão “reduzindo suas operações por enfrentarem problemas financeiros”. Em decorrência disso, eles preveem que ainda há margens para ganhos de market share – hoje estimado em cerca de 42,3%.
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Índia: 6% das receitas
Outro ponto de grande destaque, segundo visão da Itaú Corretora, é o forte desempenho da companhia na Índia – onde iniciou uma joint venture com a Tata Motors no final de 2008. As receitas no país asiática já representam 6% do total da Marcopolo.
“Esse é apenas o começo das operações da Marcopolo na Índia”, sublinham os analistas, otimistas quanto ao futuro da companhia no país.
Conclusão
“Estamos mais otimistas quanto ao crescimento das margens da companhia, especialmente em 2010”, conclui o Itaú, justificando seu ponto de vista positivo ante as ações da companhia.