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SÃO PAULO – Em reunião com investidores realizada pela Petrobras (PETR3, PETR4) na última terça-feira (9), o presidente da empresa, Sergio Gabrielli, e o CFO (Chief Financial Officer) Almir Barbassa consideraram difícil que a capitalização da empresa ocorra ainda este ano.
Segundo os diretores, devido às eleições, o prazo para que ela ocorra este ano é julho, de modo que a aprovação deveria acontecer até abril, uma vez que qualquer processo de aumento de capital leva pelo menos dois meses. Entretanto, caso ocorra, a companhia se mostrou comprometida em realizá-lo de forma transparente.
Para os analistas da Itaú Corretora que estiveram na reunião, essa transparência é considerada “difícil dadas tantas incertezas”. “(…) Nos mantemos na posição de que será mais justo do que o mercado está precificando”.
A recomendação dos analistas para a estatal é de outperform, com preço-alvo de R$ 52,30 para as ações preferenciais.
Estimativas de subscrições
A subscrição é esperada para ser similar a 5 bilhões de barris, e o presidente da empresa refutou que o caixa possa ser usado para pagar o governo pelos barris, considerando isto “quase impossível”. Ainda segundo avaliação da empresa, os acionistas minoritários devem subscrever entre US$ 15 bilhões a US$ 30 bilhões, número considerado muito agressiva pelos analistas, que estimam algo entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões.
A petrolífera repetiu a possibilidade das áreas aproveitáveis estarem contíguas às descobertas já feitas. Na avaliação dos analistas, a Petrobras sabe exatamente em que áreas deseja iniciar o processo, “ousando afirmar que este foi o argumento final para convencer o governo a realizara a aquisição”.
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Ainda sobre o processo de capitalização, o plano é realizar uma oferta de direitos. Os diretores da empresa afirmaram ainda que, caso a capitalização seja postergada ou, em último caso, não aconteça, a Petrobras pode pensar em novas alternativas para aumentar seu balanço em face desse grande investimento, como um follow-on.
Pré-sal
O principal tópico sobre esse assunto é a preocupação de Gabrielli, não tanto com a viabilidade do negócio, mas na habilidade da cadeia de fornecedores da estatal de lidar com o desafio. o presidente ainda anunciou que o nordeste do campo de Tupi será testado antes de Iara, em função de reservas potencialmente melhores.