Bolsas em baixa, com maior compulsório na China e fraca expansão da Zona do Euro

PBoC eleva compulsório em 50 pontos-base, enquanto Zona do Euro vê PIB avançar 0,1%; cadê os detalhes da ajuda à Grécia?

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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em baixa nesta sexta-feira (12), assim como os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro recuam, favorecendo o dólar, que se valoriza frente às principais divisas do mundo – euro, libra esterlina e iene.

Nos EUA, olhos atentos ao Business Inventories (13h30), que mostra o nível de vendas e estoques das indústrias e dos setores de atacado e varejo em dezembro.

Mais cedo, há o Retail Sales (11h30), que avalia as vendas totais do setor varejista. Às 12h55, ganha ênfase o Michigan Sentiment, que traz a preliminar da confiança dos consumidores nos Estados Unidos.

Ainda nesta sessão, haverá a medição dos estoques de petróleo (13h30), que era para ser publicada na última quarta-feira (10), porém foi adiada devido às nevascas que atingem os EUA. Por fim, há o Treasury Budget, com o orçamento do Tesouro norte-americano.

Crescimento europeu, restrições chinesas
A Zona do Euro relatou crescimento de 0,1% no PIB (Produto Interno Bruto) no último trimestre. Contudo, na comparação anualizada, a queda foi de 1,9%. Em pormenores, a França mostrou avanço de 0,6% no nível de produto, enquanto a Itália viu contração de 0,2%. Já a Alemanha ficou inerte.

Do Velho Continente a Pequim, o PBoC (People’s Bank of China) aumentou sua taxa de depósito compulsório pela segunda vez neste ano, ao elevá-la em 50 pontos-base. Com o processo, os grandes bancos agora terão que reter 16,5% de seus depósitos.

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Temporário
A BHP Billiton e algumas siderúrgicas chinesas já acertaram um reajuste provisório para os contratos de minério de ferro, ao concordarem com um aumento de 40% nos preços atuais, conforme listado por Hu Kai, analista da UC361.com.  

Em linha, o UBS noticiou que uma das cinco maiores siderúrgicas chinesas teria proposto a uma das três maiores mineradoras do mundo – Vale, Rio Tinto e BHP Billiton – a alta temporária de 40%, que poderia já ter sido aceita, segundo o banco.

Procura-se detalhes
Para o Crédit Agricole Corporate and Investment Bank, o anúncio de resgate à Grécia foi favorável, porém com um desapontamento. “Apesar dos oficiais da Uniao Europeia, estimulados pela França e pela Inglaterra, concordarem que alguma forma de ajuda é necessária, a falta de detalhes foi uma decepção”, afirmaram os analistas, ao ressaltarem que não há nada de concreto.

Sem tentação

“Evite o impulso do pânico”. A afirmação é do Citigroup e consta em relatório de estratégia para a renda variável, no qual os analistas descartam a possibilidade de um novo tombo na economia mundial, mesmo com um possível default da Grécia. “Nós compraríamos primeiro ações de mercados com posições fiscais fortes (emergentes)”, completa o banco, que ressalta ainda uma maior diversificação nos investimentos, como posições em divisas asiáticas, cujos riscos de contágio são pequenos.

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Velocidade em baixa
Diante da quebra recente de recordes pela cotação do ouro, crescem temores quanto aos efeitos sobre os níveis de preços em todo o mundo – em especial nos EUA, que ainda verão os impactos da política monetária expansionista do Federal Reserve. Contudo, Howard R. Gold, editor do MoneyShow.com, avalia que a preocupação não é tão importante, dado que o indicador M2 desacelerou drasticamente, para 4,2 vezes a base monetária.

Por aqui
No cenário interno, investidores observam o IGP-10 (Índice Geral de Preços) divulgado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), que relatou inflação de 1,08% em fevereiro. O indicador se assemelha aos outros IGPs, mas seu diferencial é o período de mensuração – do dia 11 de janeiro até o dia 10 do mês corrente.