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SÃO PAULO – Incluída na carteira teórica do Ibovespa no início deste ano, a LLX Logística (LLXL3) foi criada em março de 2007 e faz parte do grupo controlado pelo empresário Eike Batista. Em 2009, a empresa teve desempenho bem acima dos pares e do benchamark, com forte valorização de 569% no ano.
Apesar de estar na cobertura de poucos analistas do mercado em função da criação recente, as perspectivas para a empresa de logística são positivas, que deve se beneficiar da expansão da economia, que favorece os investimentos em infraestrutura.
Transportes
Um dos segmentos mais correlacionados com a cadeia produtiva, o setor de transportes foi impactado, ainda em 2009, por um cenário macroeconômico mais difícil, com retração na demanda para o setor de logística e queda no movimento dos portos brasileiros.
“Em 2009, o setor de logística foi marcado por poucos eventos, mas pela valorização significativa das ações das empresas”, resume Vicente Falanga Neto, analista do Banco Fator.
Embora o transporte rodoviário continue sendo o principal no País, a analista Maria Teresa Azevedo, da Link Investimentos, aposta que haverá melhor balanceamento entre modais ferroviário e aquaviário nos próximos anos, mais eficientes para transporte de média e longa distância. Empresas multimodais deverão se beneficiar dessa tendência, como ALL e Log-In.
Ainda entre as perspectivas para o setor, a movimentação de contâineres deve ser favorecida, uma vez que “a tendência de conteinerização de carga tem se mostrado irreversível, dadas as inúmeras eficiências de custo e transportes da modalidade”, afirma Maria Teresa.
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Levando em conta a parte operacional, o volume nas rodovias deve se recuperar com o aquecimento da economia interna. Além disso, o ambiente estará mais propício para investimentos e aquisições.
Para a analista da Ativa Corretora, Mônica Araújo, diante da retomada de investimentos que está acontecendo, além dos eventos dos próximos anos, o setor de infraestrutura como um todo deve receber muitos investimentos.
“É impossível dissociarmos as perspectivas do setor de logística brasileiro aos inúmeros investimentos que deverão ser feitos nos próximos anos para que o Brasil possa sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016′, afirma a analista da Link, que cita as estimativas de R$ 86 bilhões e US$ 14,4 bilhões em investimentos para os dois eventos, respectivamente.
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O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) deve continuar sendo um dos principais projetos políticos do governo, e traz grande probabilidade de publicação de novos editais de concessões e PPPs (Parcerias Público-Privada) tanto para rodovias e ferrovias como para metrôs, portos e aeroportos, segundo Maria Teresa.
“A retomada da economia brasileira e do fluxo de exportações, o aumento nas vendas de automóveis e a produção industrial aquecida, em conjunto com a retomada do crédito, deverão criar um cenário muito favorável para o setor de logística ao longo de 2010”, resume a analista da Link.
Superporto de Açu
Um dos aspectos ressaltados pelo Citigroup com relação à empresa é o coeficiente beta alto (indicando que o ativo tende a potencializar os movimentos do Ibovespa), o que justifica a escolha da LLX em uma das estratégias traçadas no final de 2009, com foco em maior risco e possibilidade maior de retorno.
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Em apresentação para investidores realizada em janeiro deste ano, a LLX destacou os pontos que considera principais para seu desempenho: as sinergias criadas dentro do grupo EBX e o modelo operacional de baixo custo com terminais privativos, através do desenvolvimento de dois portos na região Sudeste.
Em novembro do ano passado, a subsidiária da empresa, LLX Açu Operações Portuárias, firmou acordo com a Camargo Corrêa Cimentos para estudo de viabilidade da construção do Complexo Logístico Industrial do Superporto do Açu, desembarque de coque de petróleo importado para suprimento das unidades de produção de cimento e embarque de produtos vinculados à indústria cimenteira pela CCC.
Com relação ao Superporto de Açú, com previsão de início das operações para primeiro semestre de 2012, a empresa destaca o conceito de integração do porto com a indústria, que seria, em sua visão, a grande diferença da empresa: ao contrário de outros portos que não possuem retro-área pra crescimento, este é o ponto fundamental do que está sendo construindo.
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“Os 90km² do distrito industrial são um novo cluster da indústria pesada”, afirma a apresentação da empresa, que compara que o distrito será maior do que o tamanho da Ilha de Manhattan. Além disso, a integração logística, com duplicação de rodovias e conexão com ferrovias, é ressaltado como ponto positivo.
Já para o Porto Sudeste, um dos principais drivers é o contrato já assinado com a MMX – também pertencente ao grupo de Eike Batista. A previsão é de início das operações no segundo semestre de 2011, sendo que o terminal privativo será dedicado ao minério de ferro.