Cotações voltam a subir e petróleo se aproxima de US$ 80 em Nova York

Decisão do Fed sobre taxa de redesconto, greve em refinarias francesas e tensões com Irã influenciam os preços

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SÃO PAULO – As cotações de petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (19), influenciadas pela decisão do Fed de elevar a taxa de redesconto nos EUA, greves na França e as tensões envolvendo o Irã.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 78,19, com alta de 0,42% em relação ao último fechamento. Enquanto isso, o contrato de maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 79,81 por barril, avançando 0,94% frente ao fechamento anterior.

EUA
O CPI (Consumer Price Index), índice que mede a evolução dos preços ao consumidor nos Estados Unidos, apontou variação positiva de 0,2% em janeiro, de acordo com os dados publicados durante o dia pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, ficando abaixo das expectativas, que apontavam um avanço de 0,3%. Vale ressaltar que, no mês anterior, o índice revisado também havia apresentado alta de 0,2%. 

Paralelamente, o Federal Reserve anunciou na noite da última quinta-feira que a taxa de redesconto será elevada em 0,25 ponto percentual, para de 0,75%, em uma tentativa de incentivar os bancos buscarem crédito de curto prazo do setor privado. “Como o encerramento de uma série de programas extraordinários de crédito no início deste mês, essas mudanças objetivam maior normalização dos instrumentos de empréstimo do Federal Reserve”, revelou a autoridade monetária norte-americano.

Europa
As cotações de petróleo também reagiram à greve nas instalações de refino de óleo bruto da companhia francesa Total. Cerca de seis unidades interromperam as produções em protesto contra o potencial fechamento de uma das plantas produtivas. Vale lembrar que a Total é maior exportadora de gasolina da Europa para os EUA. 

Por fim, o ministro de relações exteriores da Rússia disse durante o dia que o país está muito preocupado com a falta de cooperação por parte do Irã com a agência nuclear da ONU (Organização das Nações Unidas). Um relatório exposto durante a quinta-feira deu conta de que a agência acredita que o país árabe esteja preparando uma ogiva nuclear.