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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta sexta-feira (26) com queda de 7 pontos-base, atingindo 213 pontos. O destaque da sessão ficou por conta da divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano no último quarto de 2009 e de indicadores na economia dos Estados Unidos.
A segunda prévia do PIB dos EUA apontou a maior expansão trimestral no país dos últimos seis anos, atingindo uma elevação da ordem de 5,9% no último trimestre de 2009. O resultado veio acima do apontado pela primeira prévia para o período e também das expectativas do mercado, ambas de 5,7%. No entanto, na comparação anual, o ano de 2009 ainda apresenta a maior contração desde 1946, de 2,4%.
Na agenda de indicadores, as atenções também foram para a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan, que ficou aquém do esperado em fevereiro. O Michigan Sentiment apontou 73,6 pontos, resultado inferior às expectativas do mercado, que indicavam 73,9 pontos. O índice também ficou abaixo do apurado na medição anterior, quando marcara 73,7 pontos.
Ademais, o número de vendas de casas usadas nos EUA ficou abaixo das expectativas dos analistas durante o mês de janeiro, enquanto que a atividade industrial na região de Chicago ficou acima do esperado pelo mercado em fevereiro, de acordo com os dados divulgados pela Chicago Purchasing Managers Association.
Meirelles
O foco também se manteve na cena política nacional. Seguindo o anúncio do aumento do compulsório da última quarta-feira (24), o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, informou nesta tarde que a autoridade monetária está pronta para tomar medidas impopulares visando conter o risco inflacionário.
Em discurso na cerimônia de posse de Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo no cargo de diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Meirelles declarou que “atuar de forma consistente significa também não evitar decisões tecnicamente justificadas que, no curto prazo, possam parecer antipáticas ou impopulares, mas que visam sim o bem comum”.
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Global 40 sobe
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 2,08% na noite desta sexta-feira, cotado a 136,10 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 213 pontos-base.
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
| Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % |
|---|---|---|---|
| Global 40 | 136,10 | 133,32 | +2,08 |