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Os principais mercados de renda variável iniciaram a semana sem tendência, ponderando notícias da China e da Venezuela. As bolsas europeias encerraram a sessão com sinais opostos nesta segunda-feira (11), assim como os índices em Wall Street, afetados pela previsão de perdas de companhias norte-americanas atuantes na Venezuela.
O Ibovespa, após oscilar entre altas e baixas durante a sessão, encerrou o pregão com leve alta de 0,24%, a 70.433 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 6,18 bilhões.
Bolsa
Os papéis da Braskem dispararam nesta tarde e lideraram isoladas as altas do Ibovespa, refletindo as expectativas do mercado acerca da operação com a Quattor e a Petrobras. Vale mencionar que, na última sexta-feira, a subsidiária da estatal comprou 31% das ações da Braskem.
As ações da OGX Petróleo também avançaram na bolsa brasileira, após a companhia anunciar novas descobertas de hidrocarbonetos na Bacia de Campos. Também contou a favor a elevação do preço-alvo da ação pelo Credit Suisse.
Outra empresa do grupo EBX, pertencente a Eike Batista, a se destacar neste pregão é a MMX Mineração, que seguiu o avanço nos preços das commodities metálicas.
Após acumularem ganhos de mais de 250% na última semana, os papéis ordinários da Parmalat deram continuidade a trajetória ascendente, assim como os papéis de sua controladora, a Laep. Por outro lado, os papéis da JBS, suposta compradora da Parmalat, estão entre os destaques de queda no Ibovespa.
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Da mesma forma, os papéis do Rossi Residencial figuram entre as principais quedas da sessão, assim como os ativos da Telemar, Eletrobrás e Natura.
Além disso, a Cosan comunicou na última sexta-feira que obteve uma medida para que seu nome seja excluído da “lista suja” do Ministério do Trabalho. A produtora de cana de açúcar também figura no noticiário ao ter realizado a compra de 500 vagões ferroviários de carga da Amsted Maxion Fundição e Equipamentos Ferroviários, controlada pela Iochpe-Maxion.
Noticiário
Do lado positivo do noticiário, a China mostrou que suas exportações totais avançaram 17,7% no mês dezembro, ultrapassando a Alemanha como o maior exportador do mundo. Já as vendas de carros do país tiveram um aumento de 55,9% em 2009, passando os EUA no posto de maior mercado automobilístico do mundo.
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Entretanto, a decisão do presidente Hugo Chávez de desvalorizar o bolívar incita entre analistas a perspectiva de impacto sobre os resultados de empresas como a Procter & Gamble, cujos papéis recuaram 0,4% em Nova York.
A expectativa pelo início da temporada de resultados trimestrais também fica no foco dos investidores, sendo esperada a divulgação do balanço da Alcoa, que ocorre após o final do pregão nos EUA. Fora do mundo corporativo, destaque para o anúncio da Casa Branca de que o presidente Obama deseja incluir na sua próxima proposta para o orçamento uma provisão para garantir que os contribuintes norte-americanos recebam de volta o dinheiro destinado para o plano de recuperação financeira no ano passado.
No front doméstico, a balança comercial iniciou 2010 no saldo negativo. Na primeira semana do ano, as importações superaram as exportações em US$ 375 milhões.
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Já o relatório Focus mostrou que o mercado prevê para este ano uma Selic em 11% ao ano. As projeções em torno do PIB (Produto Interno Bruto) foram revisadas para baixo.
Além disso, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) referente à primeira quadrissemana de janeiro apontou inflação de 0,48%, variação 0,30 ponto percentual acima da medição anterior.
Dólar
Após registrar perdas durante a manhã, o dólar comercial foi ganhando força ao longo do dia, acompanhando a instabilidade vista nos mercados por conta da medida anunciada pelo governo venezuelano. Com isso, a moeda fechou esta segunda-feira com alta de 0,46%, cotada a R$ 1,738 na venda.
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Contribuindo para a trajetória ascendente da divisa norte-americana, o Banco Central brasileiro voltou a alimentar suas reservas internacionais ao realizar um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A operação ocorreu entre 11h43 e 11h53 (horário de Brasília), com uma taxa de corte em R$ 1,7283. Na ocasião, o dólar era cotado bem próximo à estabilidade.
Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em alta na BM&F Bovespa nesta segunda-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,34%, alta de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 135,10% de seu valor de face, alta de 0,14% frente ao fechamento anterior.
O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 187 pontos-base, queda de 4 pontos em relação ao fechamento anterior.