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SÃO PAULO – Após abrir a sessão em alta com o anúncio do governo da nova meta fiscal, o Ibovespa perdeu força e zerou os ganhos durante a tarde. Porém, com a divulgação da ata do Fomc, o mercado voltou a se animar, chegando a subir quase 1%, antes de reduzir os ganhos novamente, mas fechando no positivo.
Entre os destaques, a Fibria e a Suzano lideram os ganhos após rumores sobre conversas entre as duas empresas para uma possível fusão. Já na ponta negativa, a Qualicorp teve sua segunda queda seguida após a divulgação de seu resultado do segundo trimestre.
Confira os destaques de ações da B3 nesta quarta-feira (16):
Magazine Luiza (MGLU3, R$ 490,00, +7,87%)
As ações do Magazine Luiza registraram mais um dia de ganhos e chegaram a R$ 490,00, acumulando ganhos superiores a 2400% desde o início de 2016. Em meio a esse alto valor dos papéis, a varejista propôs desdobrar ações na proporção 1 para 8. O desdobramento de 21,6 milhões ações ordinárias em 173 milhões ações não modificará capital social de R$ 626,9 milhões, segundo comunicado ao mercado. Os objetivos são aumentar a liquidez e buscar melhor patamar para a cotação das ações, tornando-as mais acessíveis aos investidores. O Conselho convocará AGE para votar proposta. Cemig (CMIG4, R$ 8,20, +1,23%)
As ações da Cemig subiram após as informações de que, depois de insistir na importância do leilão das usinas da companhia, o governo cedeu à pressão de parlamentares e deixou aberta a possibilidade de negociar um acordo com a estatal mineira para que ela continue como dona das quatro hidrelétricas. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje que o leilão está mantido, mas admitiu que a empresa tem o direito de oferecer uma proposta “mais vantajosa” para avaliação da área econômica. Integrantes do governo brasileiro se reuniram ontem com investidores para sinalizar a manutenção do certame, o que despertou a ira da bancada mineira, sobretudo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que se reuniu nesta terça-feira, 15, com o presidente Michel Temer para tentar chegar a um acordo. De acordo com o Itaú BBA, o governo deve manter o leilão, mas sugerir que a companhia participe. Confira mais clicando aqui. Braskem (BRKM5, R$ 38,65, +1,60%)
As ações da Braskem subira após a empresa apresentar números sólidos no segundo trimesrte. O lucro líquido saltou 167,7% na base de comparação anual, passando de R$ 406,9 milhões entre abril de junho de 2016 para R$ 1,089 bilhão no segundo trimestre de 2017. Os dados são os atribuídos aos sócios da empresa controladora, base para a distribuição de dividendos. Já o lucro líquido consolidado somou R$ 1,142 bilhão, salto de 316% em relação ao lucro de R$ 275 milhões registrado mesmo período do ano passado. A receita líquida da empresa no segundo trimestre de 2017 foi de R$ 11,870 bilhões, 1% superior ante os R$ 11,721 bilhões no segundo trimestre de 2016. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 3,029 bilhões, alta de 1% ante o mesmo período do ano passado. Os custos e despesas operacionais da companhia subiram 6,1%, para R$ 8,979 bilhões, ante os R$ 8,460 bilhões registrados um ano antes. De acordo com o Bank of America Merrill Lynch, o Ebitda ficou abaixo do esperado, mas o capital de giro – uma das principais fontes de preocupação do mercado no último trimestre – apresentou melhora significativa. “Nós mantemos nossa classificação de compra para as ações da Braskem, pois vemos espaço para expansão dos múltiplos e potenciais catalisadores positivos relacionados à reestruturação corporativa, de domicílio (há rumores de mercado de que a companhia vai mudar sua sede para os EUA) e listagem. Além disso, o Itaú BBA destacou ainda em relatório um comentário sobre a decisão da S&P Global de manter a classificação de risco do Brasil em BB e de mudar o status do rating soberano de “em observação para possível rebaixamento” para perspectiva negativa completa o período de vigilância da agência, “reduzindo significativamente o risco de um corte iminente na classificação do país”. De acordo com o banco, Braskem, Gerdau, Raizen e Globo seriam as companhias mais diretamente afetadas por um downgrade soberano. Qualicorp (QUAL3, R$ 33,30, -3,56%) A administradora de benefícios teve lucro líquido de R$ 70,6 milhões no segundo trimestre, alta de 1,4% ante mesma etapa de 2016. Já o Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ficou em R$ 236,4 milhões, aumento de 23% sobre um ano antes. Vale (VALE3, R$ 31,73, +1,96%; VALE5, R$ 29,73, +2,06%)
As ações da Vale subiram 2%, mesmo em um dia de queda para o minério de ferro em Qingdao (baixa de 0,96%) e em Dalian (queda de 0,38%). Por outro lado, os metais sobem na Europa, enquanto os futuros de cobre operam em alta significativa nesta manhã, em linha com outros metais básicos, favorecidos por restrições impostas a refinarias chinesas. Segundo o estrategista de commodities do Saxo Bank, Ole Hansen, os cortes que a China tem feito a sua capacidade de refino, como parte de uma estratégia para reduzir a poluição, estão impulsionando os preços dos metais. O rali nos preços do aço iniciado há cerca de um mês na China também influencia os metais básicos, comentou Hansen. O zinco, que é usado para a galvanização do aço, atingiu hoje o maior valor em uma década na LME. “A capacidade fechada será substituída por outras capacidades, e a empresa alega que a produção não foi afetada”, disse a Commerzbank em nota a clientes. No entanto, “a notícia parece ser considerada como um bom motivo para comprar”, acrescentou o banco alemão. Vale destacar que a B3 divulgou a segunda prévia da carteira do Ibovespa que vigorará entre setembro e dezembro de 2017. As ações PNA da Vale VALE5 foram retiradas da carteira após a conversão de ações concluída na semana passada, enquanto a VALE3 (ordinária) segue na carteira do Ibovespa, com participação de 9,031%. Além de Vale, siderúrgicas subiram nesta sessão, com exceção da CSN (CSNA3, R$ 8,11, -0,37%) após a companhia informar que não vai entregar o balanço no prazo previsto. Usiminas (USIM5, R$ 5,91, +3,68%) e Gerdau (GGBR4, R$ 11,28, +2,83%) tiveram expressivos ganhos. Petrobras (PETR3, R$ 13,58, -0,29%; PETR4, R$ 13,13, -0,15%)
As ações da Petrobras avançaram mesmo após a virada do petróleo para campo negativo, com o terceiro dias de baixa para a commodity. Os estoques de petróleo dos EUA tiveram queda de 8,945 milhões de barris na semana passada, para 466,492 milhões de barris, informou o Departamento de Energia. A redução foi maior que a prevista pelos analistas, que estimavam recuo de 3,0 milhões de barris. Ontem, a associação de refinarias conhecida como American Petroleum Institute (API) estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA sofreu uma forte queda de 9,2 milhões de barris na semana passada. O API também apontou um modesto avanço de 300 mil barris nos estoques de gasolina e uma redução de 2,1 milhões de barris nos estoques de destilados. Ainda no radar da companhia, a produção total de petróleo e gás natural da Petrobras em julho foi de 2,74 milhões de boed (barris de óleo equivalente) por dia, sendo 2,63 milhões boed produzidos no Brasil e 114 mil boed no exterior. A produção média de petróleo no país foi de 2,12 milhões de bpd (bpd), volume 3,3% inferior ao de junho. Segundo a companhia, esse resultado se deve, principalmente, à parada programada da plataforma P-58, que opera nos campos de Jubarte, Baleia Anã, Baleia Azul e Baleia Franca, na Bacia de Campos. Já a produção de gás natural no Brasil, excluído o volume liquefeito, foi de 80 milhões de m³/d, 0,4% abaixo do mês anterior.Produção no pré-sal. Por fim, a estatal cortou o preço da gasolina em 1,4% e do diesel em 0,1% nas refinarias; o reajuste vale a partir de 17 de agosto. Fibria (FIBR3, R$ 38,23, +5,14%) e Suzano (SUZB5, R$ 17,10, +4,72%)
O jornal Valor Econômico ressalta que, em meio à profusão de informações e rumores sobre o processo de venda Eldorado Brasil, produtora de celulose de eucalipto da J&F Investimentos, outro movimento de consolidação já levantado como potencialmente positivo pelo mercado e pela indústria voltou à cena: uma possível fusão entre Suzano Papel e Celulose e Fibria, as duas maiores produtoras mundiais da matéria-prima. Durante a tradicional conferência latino-americana da consultoria RISI, o presidente da Suzano, Walter Schalka, foi questionado sobre o assunto e mostrou-se favorável à operação, destacou o jornal. Os analistas da XP Investimentos comentaram o assunto nesta quarta, clique aqui e confira. Construtoras Por conta da discussão de que deve ser definido um limite no valor dos contratos, mercado acredita que possa haver uma restrição no crescimento dessas empresas, disse o analista. Quanto à MRV, especificamente, ainda existe uma desconfiança de que a companhia não alcance a meta de R$ 5 bilhões em lançamentos de empreendimentos até o fim do ano, disse Lemos. De acordo com o analista, mesmo que a construtora tenha dito que irá realizar os R$ 2,5 Recomendações
Destaque ainda para as revisões de recomendação. A Marcopolo (POMO4, R$ 3,46, +4,22%) foi elevada de underweight para overweight no JPMorgan e vê suas ações em leve alta, enquanto a Metal Leve (LEVE3, R$ 17,89, -0,61%) foi rebaixada de overweight para neutra no JPMorgan e tem ações em leve queda. Já a Sabesp (SBSP3, R$ 30,50, +1,26%), que registrou baixa acumulada de 8,87% na segunda e na terça-feira, teve a recomendação elevada de neutra para compra pelo Janney e vê suas ações se recuperarem nesta sessão. Um dos motivos para a forte queda das ações da Sabesp foi a revisão tarifária preliminar decepcionante. Contudo, segundo o Santander, há espaço para melhora com a revisão das tarifas, mas as incertezas regulatórias continuam altas; consequentemente, a ação vai continuar volátil até que a revisão da tarifa seja anunciada. Unipar (UNIP6, R$ 11,01, -3,08%) (Com Agência Estado e Bloomberg)
A companhia teve seu segundo dia de queda de mais de 3% na esteira da divulgação do resultado do segundo trimestre. Apesar dos números terem sido considerados bons, o Itaú BBA cortou sua recomendação para a empresa para marketperform.
Três das principais empresas de construção civil, MRV (MRVE3, R$ 13,15, -2,23%), Tenda (TEND3, R$ 14,56, -2,28%) e Direcional (DIRR3, R$ 5,52, -1,43%), passaram a cair forte no fim do pregão com notícias sobre o debate de que o FGTS pode definir um valor teto para contratos com as construtoras. Em entrevista para a Bloomberg, Raul Grego Lemos, analista da Eleven Financial, explica que as três atuam no ramo de baixa renda, relacionadas ao programa social “Minha Casa, Minha Vida”, financiado pelo FGTS.
bilhões restantes para este semestre, o mercado tem desconfiado.
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) deferiu nesta quarta a mudança do prazo para a publicação do aditamento ao Edital da OPA (Oferta Pública de Aquisição) de ações para a saída da Unipar Carbocloro da bolsa. Com isso, o leilão da oferta, originalmente previsto para 17 de agosto, passou para dia 23 de agosto.