Com novas premissas macro, corretora eleva targets de petrolíferas e destaca OGX

Decisão não altera sugestões; Petrobras e Ultrapar têm recomendação de outperform e Unipar segue com underperform

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SÃO PAULO – Adotando novas premissas macroeconômicas, a Itaú Corretora revisou os valores justos para as empresas ligadas ao setor de petróleo e gás no Brasil. Segundo o relatório desta terça-feira (12), as empresas OGX (OGXP3), Petrobras (PETR3, PETR4) e Ultrapar (UGPA4) têm recomendação ‘outperform’ (desempenho acima da média do mercado) e preço justo de R$ 21,40, R$ 53,20 e R$ 114,60, respectivamente

Segundo os analistas, os novos valores justos para as companhias são reflexo das novas premissas macroeconômicas da Itaú Corretora, porém as recomendações não foram alteradas. A OGX continua sendo a favorita da corretora, com base nas recentes descobertas da empresa, nas estimativas de volume e nos planos de produção acelerada.

A Petrobras, por sua vez, deverá apresentar forte volume de vendas no mercado interno, segundo os analistas, com base no cenário econômico brasileiro. Contudo, a Itaú Corretora espera que “a ação apresente bom desempenho apenas quando os invesidores obtiverem mais informações sobre o tema da capitalização, mais para o fim de fevereiro”.

E, finalizando as ‘outperformers’, surge a Ultrapar, que, embora tenha apresentado um maior capex (capital de investimento) para 2010, teve os volumes de distribuição de derivados de petróleo impactados positivamente pelo novo cenário. Vale ressaltar que, por ser ajustada ao risco, a empresa é classificada como “aposta segura” dentro do universo de cobertura da Itaú Corretora.

Mais empresas…
Com avaliação market perform (desempenho em linha com a média do mercado) são apresentadas as empresa Lupatech (LUPA3), com preço justo de R$ 37,20; a Braskem (BRKM5), com valor justo de R$ 15,40 e a Comgás (CGAS5), com preço justo alterado para R$ 52,90. Por fim, com desempenho ‘underperform’ (desempenho abaixo da média do mercado) está a Unipar (UNIP6), com preço-justo de R$ 1,13.

“Apesar da provável assinatura de novos contratos com a Petrobras, preferimos ver os números antes de nos tornarmos mais otimistas em relação à Lupatech”, comentam. Após apresentar seus resultados referentes ao terceiro trimestre de 2009, a Lupatech não é vista com bons olhos pela corretora, que não acredita em um desempenho favorável da empresa no ano passado.

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A Braskem, segundo a Itaú, apresenta a maior alavancagem relativa ao PIB (Produto Interno Bruto) dentre todas as companhias cobertas pela equipe de análise. Embora o cenário global para os produtos petroquímicos permaneça bastante desafiador, os analistas acreditam que “a força do mercado doméstico no Brasil pode atenuar seus impactos sobre o mercado doméstico e, em certa medida, compensar os efeitos de um real ligeiramente mais forte”.

Por fim, a Unipar traz uma maior preocupação com o endividamento, sendo que as perspectivas podem ser afetadas ainda pela transação envolvendo a Braskem e a Quattor.