BofA mantém recomendação acima da média do mercado para emergentes

Influxos de capital para mercados emergentes mostram força em janeiro; já nos EUA, aumentam resgates nos fundos de ações

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SÃO PAULO – “Há dois tipos de estrategistas em mercados emergentes: aqueles que aderem ao modelo de liquidez do Fed, e aqueles ‘nativos’. É mais divertido ouvir aqueles que escolhem a segunda opção, mas aceitando o Fed como certo te fará ganhar mais dinheiro”.

A frase abre o relatório enviado pelas analistas do BofA Merrill Lynch a respeito dos mercados emergentes, enviado nesta sexta-feira (15), mantendo a recomendação acima da média do mercado para os emergentes. 

Influxos de capital
Não há sinais de que os capitais estejam mudando dos títulos para as ações. Os fluxos de varejo de janeiro são “anormalmente fortes”, enquanto, no caminho oposto, os resgates de fundos norte-americanos são muito grandes.

Durante o mês, os influxos para fundos de ação dos emergentes chegaram a US$ 4,7 bilhões, bem acima da média. Já os resgates dos fundos dos EUA atingiram US$ 7,1 bilhões, um forte contraste com relação aos influxos da década de 1990 e do período 2000-2009, quando os influxos eram positivos.

China
Para o BofA Merrill Lynch, ao menos que leve a uma queda no PIB (Produto Interno Bruto) chinês, a política de aperto monetário do país ainda não terá tanta importância. Caso isso ocorra, levando a volatilidade no primeiro trimestre, haverá uma oportunidade de compra para ações globais.

Ainda sobre a questão monetária, a opinião é que as autoridades monetárias devem tirar lentamente as medidas de estímulo em 2010, de modo que bancos, mercados emergentes e ativos de energia devem se sair vencedores.