Ibovespa acompanha cautela externa e fecha com forte queda de 2,44%

Mercados recuam pelo mundo com resultados abaixo do esperado de BofA e Morgan Stanley e noticiário chinês; BR Foods se destaca

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Avaliando resultados corporativos dos EUA e dados da China, os principais mercados globais enfrentaram um dia negativo, com as bolsas encerrando no vermelho ao redor do mundo. Por aqui, o Ibovespa registrou baixa de 2,44%, atingindo 68.200 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 7,512 bilhões.

Logo no começo do dia, expectativas de que o governo chinês venha a implementar novas medidas para conter a concessão de crédito no país já ditavam trajetórias negativas às bolsas europeias.

Bolsa
O Ibovespa sentiu as referências externas e encerrou em forte queda, com apenas três papéis figurando no terreno positivo.

A BR Foods conseguiu se descolar e dominou a ponta positiva do índice. Souza Cruz e CCR vêm em seguida na lista de valorizações do Ibovespa no pregão. A empresa de varejo anunciou seu plano de investimentos para os próximos três anos, orçado em um valor recorde de R$ 5 bilhões, 70% mais do que os R$ 2,9 bilhões investidos pela companhia no triênio anterior.

As ações da B2W e Cyrela estiveram entre os destaques de queda da sessão. Os papéis da Telemar também se destacaram entre as variações negativas, aprofundando as baixas registradas na semana.

O noticiário corporativo volta a colocar em foco a Vale, após o diretor da área de ferrosos da companhia, José Carlos Martins, afirmar que o momento é favorável para negociações dos preços do minério de ferro para 2010. As ações da mineradora recuaram no pregão.

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Ainda sobre as blue chips, circularam no mercado informações que a Qatar Investment Authority demonstrou interesse em adquirir participações minoritárias em companhias brasileiras, especificamente Banco do Brasil e Petrobras.

Noticiário
Os resultados divulgados por Bank of America e Morgan Stanley somente agravaram o mau humor entre os investidores. O BofA postou seu primeiro prejuízo anual em mais de duas décadas, enquanto o Morgan Stanley decepcionou as projeções dos analistas com lucro abaixo do esperado. Outro banco que divulgou resultados foi o Wells Fargo, mas apesar de postar o maior lucro de sua história em 2009, a notícia não foi suficiente para dar fôlego aos mercados.

Os indicadores trouxeram pouco alívio. O PPI (Producer Price Index) veio acima do esperado, embora seu núcleo, que exclui itens como alimentação, tenha registrado variação nula em dezembro.

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No mercado imobiliário, o Building Permits mostrou aumento inesperado, mas o Housing Starts trouxe queda no início de construção de novas casas nos Estados Unidos e veio abaixo das expectativas. Com tantas referências negativas, os mercados dos EUA operavam em queda no momento do fechamento da bolsa brasileira.

Por aqui, o Banco Central lançou dados sobre o fluxo cambial brasileiro, que nos primeiros dez dias úteis de janeiro ficou positivo em R$ 95 milhões. Já o resultado global do balanço de pagamentos brasileiro em dezembro deste ano foi superavitário em US$ 4,474 bilhões, ao passo que a conta de transações correntes marcou um saldo negativo de US$ 5,947 bilhões.

Dólar
O dólar comercial fechou com alta de 1,02% – segunda valorização consecutiva -, cotado na venda a R$ 1,79 – maior patamar desde 17 de dezembro do ano passado, quando fechou valendo R$ 1,792.

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No front interno, o Banco Central voltou a realizar um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A operação teve início 12h37 e terminou 12h47 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7857.

Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram praticamente estáveis na BM&F Bovespa nesta quarta-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,33%, queda de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 135,30% de seu valor de face, queda de 0,22% frente ao fechamento anterior.

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O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 213 pontos-base, alta de 9 pontos em relação ao fechamento anterior.

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