Após pedir recuperação extrajudicial, ações da Triunfo ficam “congeladas” até às 11h na bolsa

A empresa fechou a negociação de uma dívida de R$ 2,2 bilhões com 9 dos 17 dos credores financeiros que aderiram ao processo de reestruturação da companhia; na lista estão Santander, Itaú e Banco do Brasil

Paula Barra

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SÃO PAULO – As ações da Triunfo (TPIS3), uma das maiores operadoras de concessões de infraestrutura do País, estão congeladas na bolsa nesta segunda-feira (24) até às 11h (horário de Brasília), após a companhia fechar a negociação de uma dívida de R$ 2,2 bilhões com 9 dos 17 dos credores financeiros que aderiram ao processo de reestruturação da companhia. Na lista estão Santander, Itaú e Banco do Brasil.

O acordo foi firmado dentro da recuperação extrajudicial e com assessoria da Alvarez & Marsal, consultoria internacional especializada em reestruturação.

A participação de 82% dos credores garante quórum para validar o acordo, mas fica aberto espaço para que os outros 18% possam aderir no futuro. O plano prevê a reestruturação de dívidas já vencidas e a vencer da Concer, concessionária que administra o trecho entre Juiz de Fora (MG) e Rio de Janeiro da BR-040, e também da holding, que havida dado garantias aos créditos da Concer.

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A dívida da concessão do aeroporto de Viracopos, que teve as garantias executadas nesta semana, não está incluída na negociação (leia mais abaixo). Segundo Carlo Bottarelli, diretor-presidente da Triunfo, adotar a recuperação extrajudicial, em vez da recuperação judicial, foi importante para simplificar e agilizar o processo, que durou cerca de 90 dias.

(Com Agência Estado)