Dólar comercial fecha em alta pela sexta sessão seguida e renova máxima

Cotado a R$ 1,835, moeda atingiu maior patamar desde 3 de setembro de 2009; indicadores e intervenção do BC em pauta

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SÃO PAULO – Apesar de ter perdido forças durante a tarde, acompanhando a melhora do humor nos mercados internacionais, o dólar comercial manteve-se no campo positivo ao longo do dia, fechando esta terça-feira (26) em alta pela sexta sessão consecutiva, sendo cotado na venda a R$ 1,835 – valorização de 0,77%.

Dessa forma, a moeda alcançou uma nova máxima: a maior cotação desde o dia 3 de setembro do ano passado, quando fechou valendo R$ 1,868. Sessão marca o primeiro dia de reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) e do Fomc (Federal Open Market Committee), onde será decidido o futuro das políticas monetárias brasileira e norte-americana, respectivamente.

Brasil
No front doméstico, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista no início da tarde. O leilão aconteceu entre as 12h43 e as 12h53 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,8460.

Também por aqui, a confiança do consumidor em relação à situação econômica do País subiu 0,6% na passagem de dezembro de 2009 para janeiro de 2010, chegando a 113 pontos.

Já o o Tesouro Nacional estabeleceu no PAF (Plano Anual de Financiamento) de 2010 que a dívida pública deve fechar o ano entre R$ 1,6 trilhão e R$ 1,73 trilhão, após fechar 2009 em R$ 1,497 trilhão.

Por fim, o IIF (Instituto Internacional de Finanças) prevê que o fluxo de capital privado para economias emergentes deverá crescer em até 65% neste ano, chegando a US$ 722 bilhões. Segundo o instituto, países como Brasil e China estão na dianteira da recuperação global, o que explica os números.

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Mercados internacionais
A agenda norte-americana trouxe um viés positivo aos negócios nesta terça-feira. Destaque para a  confiança do consumidor, que 
atingiu sua maior pontuação desde setembro de 2008, chegando a 55,9 pontos em janeiro. O resultado também foi melhor que o esperado pelos analistas.

Outras referências também ganharam repercussão, como o avanço de 0,1% no PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido, configurando a saída da economia britânica da recessão. Contudo, o crescimento foi menor do que o esperado.

Já na Ásia, pesam rumores de que o governo chinês teria pedido a grandes bancos do país para conterem a concessão de crédito. Ainda no oriente, a agência de classificação de riso Standard & Poor’s colocou o rating do Japão sob perspectiva negativa.

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Dólar a R$ 1,835
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8330 na compra e R$ 1,8350 na venda, forte alta de 0,77% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 1,9500, representando um ágio de 6,38% em relação ao dólar comercial.

Com esta alta, o dólar acumula valorização de 5,39% em janeiro, frente à baixa de 0,57% registrada no mês passado.

Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro  encerrou o dia cotado a R$ 1.837, alta de 0,55% em relação ao fechamento de R$ 1.827 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em alta de 0,52%, atingindo R$ 1.847 frente à R$ 1.838 do fechamento de ontem.

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8304000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,03% para março de 2010, 0,02 ponto percentual abaixo do que foi visto no fechamento anterior.


Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers