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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em baixa nesta quarta-feira (27), tendência alinhada aos mercados futuros dos EUA, que recuam. As cotações do petróleo e do ouro também declinam. No mercado de câmbio, o dólar se valoriza frente ao euro, mas sucumbe diante do iene e da libra esterlina.
Nos EUA, às 17h15, todos os olhos atentos à decisão do Fomc (Federal Open Market Committee), na qual haverá a definição da taxa básica de juros. Analistas preveem provável inércia, porém esperam por sinais sobre a retirada dos estímulos.
Quanto aos indicadores, destaque para o New Home Sales (13h00), com o número de imóveis novos que possuem compromisso de venda. Simultaneamente, haverá a divulgação da medição dos estoques de petróleo.
Japão, China e Grécia
As exportações no Japão marcaram o primeiro avanço anual desde a quebra do Lehman Brothers – em setembro de 2008 –, ao expandirem 12,1% em dezembro. Por outro lado, as importações caíram 5,5% no período.
Do outro lado do mar do Japão, o Bank of China parou de realizar novos empréstimos corporativos na área de Xangai, à medida que busca conter a expansão de crédito, conforme informado por fontes à agência Bloomberg.
Já no Velho Continente, a Grécia tenta convencer a China a comprar € 25 bilhões (US$ 35,2 bilhões) em títulos públicos, à medida que busca fontes para reduzir sua dívida crescente, de acordo com o Financial Times.
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Rainha aperta política monetária?
Diante da saída do Reino Unido do quadro recessivo – último país a emergir no G-7 –, o analista Michael Sanders do Citigroup acredita que o BoE (Bank of England) encerrará sua flexibilização quantitativa no próximo encontro, apesar de cortes na taxa básica de juros não serem previstos. De qualquer forma, Sanders ressalta que o ritmo de expansão britânico (na casa de 0,1%) se revelou “muito aquém das expectativas do mercado”, que apontavam avanço de 0,3% a 0,4% no nível de produto.
Questão de tempo para sair do topo
Para Sean Egan, diretor da agência de classificação de risco Egan-Jones Group, os EUA devem perder o rating ‘AAA’ em breve. “É inevitável que [o corte] acontecerá, dadas as tendências atuais”, discorre o analista, que prevê mais falências em Wall Street durante 2010. Além disso, Egan alerta para o aumento no custo da dívida pública quando o Fed iniciar o ciclo de aperto monetário. “Uma vez que você cai do pedestal ‘triplo A’, é muito difícil voltar novamente”, conclui o diretor.
Queimados na roda da dívida
Conforme o olhar de Bill Gross, fundador e gestor da Pimco, existem alguns países que se inserem na “roda de fogo”, cujas dívidas públicas têm potencial para superarem 90% do PIB (Produto Interno Bruto) daqui a alguns anos. As três regiões mais delicadas são Itália, Grécia e Japão. Citando estudo da consultoria McKinsey Group, Gross mostra que os três países mais endividados atualmente (considerando o total de dívidas na economia: do governo, do setor privado e das famílias) são, em ordem crescente, EUA, Reino Unido e Japão.
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Selic e inflação
No Brasil, destaque para o segundo dia de reunião do Copom (Comissão de Política Monetária), responsável por decidir o rumo da política monetária no País. É consenso entre os analistas que a Selic deverá ser mantida no patamar atual, de 8,75% ao ano.
A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou nesta quarta seu Índice de Preços ao Consumidor referente à terceira quadrissemana de janeiro, marcando inflação de 1,16% no período. No front corporativo, há a fixação do preço por ação da Aliansce, referente às ofertas primária e secundária de ações.
Rápidas
Fechado. A General Motors acertou a venda da Saab – divisão sueca da montadora – à holandesa Spyker, que produz automóveis de luxo, por US$ 47 milhões.
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Parada. A Toyota suspenderá a produção e as vendas de oito modelos comercializados nos EUA que utilizam um componente no pedal responsável pelo recall de 2,3 milhões de veículos.