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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta sexta-feira (29), tendência alinhada à vista no outro lado do Atlântico, onde os mercados futuros dos EUA sobem. A cotação do petróleo e do ouro operam praticamente estáveis. No mercado de câmbio, o dólar se valoriza frente às principais divisas do mundo – euro, libra esterlina e iene.
Nos EUA, às 11h30 (horário de Brasília), todos os olhos do mundo se voltam ao PIB (Produto Interno Bruto) do último trimestre, com a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos na economia norte-americana. O nível de produto vem acompanhado de seu deflator.
Mais tarde, às 12h45, destaque para o Chicago PMI (Purchasing Managers Index), que mede a atividade industrial na região. Ênfase também para o Michigan Sentiment (12h55), com a confiança dos consumidores norte-americanos em janeiro; além do Employment Cost Index (13h00), que medirá o custo da mão de obra neste mês.
Reeleição, compulsório e indústria
O Senado dos EUA aprovou a reeleição de Ben Bernanke para a presidência do Federal Reserve. Com isso, Bernanke, que iniciou seu primeiro mandato em 2006, ficará no cargo até 2014, com o principal desafio de estruturar a estratégia de saída das medidas extraordinárias de combate à crise.
No Oriente, o Reserve Bank of India elevou a taxa de depósito compulsório aos bancos privados, de 5% para 5,75%, acima do previsto por analistas, que estimavam avanço de 50 pontos-base. Serão retirados 360 bilhões de rúpias (US$ 7,8 bilhões) do sistema bancário. O Banco Central manteve inerte a taxa básica de juros, em 4,75% ao ano.
Ainda na Ásia, a produção industrial no Japão cresceu 2,2% em dezembro, na passagem mensal, à medida que a recuperação nas exportações incentivou as firmas a fabricarem mais no período. Adicionando otimismo, a taxa de desemprego recuou no último mês, ao passar de 5,2% para 5,1%. Foram admitidos 130 mil trabalhadores no período – maior aumento em quatro meses.
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Correção de bull market
“Não há razão para investidores entrarem em pânico e venderem”. A afirmação é de Geoffrey Dennis, analista do Citigroup, e sintetiza seu viés em relação à renda variável latino-americana. Para o banco, a recente desvalorização das bolsas da região é uma clássica correção de bull market, e não o início de um novo bear market. “As condições existentes ainda condizem com um bull – não bear – market: aumento do crescimento econômico, momentum positivo nos lucros, fortes fluxos financeiros e uma elevação lenta no custo de capital”, completa o analista.
Dar calote ou inflar?
Para Niall Ferguson, professor de História da Universidade de Harvard, a protuberância das dívidas públicas ao redor do mundo ameaça a recuperação econômica, uma vez que os mercados realizarão em algum ponto o quão arriscado é tal cenário, podendo gerar elevação nos rendimentos dos títulos. “A questão clássica é a seguinte: é melhor fazer um default ou tentar inflar até sair do quadro?”, questiona Ferguson, que ainda vê mais espaço para emissões monetárias nos EUA, ao contrário da Zona do Euro, cujo arsenal está próximo do fim.
Normal, porém não tão impopular
Diante do apelo populista no discurso de Barack Obama no Estado da União, estudo do cientista político Paul Brace mostra que a queda de popularidade no primeiro ano do governo é uma tendência consoante em todos os presidentes norte-americanos. Por outro lado, a taxa de Obama se encontra abaixo da média e próxima a mínimas históricas, perto da casa dos 50%.
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Cenário interno
No Brasil, a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou seu ICI (Índice de Confiança da Indústria) de janeiro, que atingiu o maior patamar desde julho do ano retrasado. Este é o décimo segundo avanço consecutivo do índice, sugerindo inércia no ritmo de expansão do mercado interno.
No âmbito corporativo, a Redecard divulgará seu resultado operacional antes da abertura do mercado brasileiro. Também ganha ênfase na sessão o início das negociações das ações da Aliansce, referentes às ofertas primária e secundária.