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Após abrir e operar em alta por boa parte do pregão, o Ibovespa não sustentou os ganhos e encerrou esta sexta-feira (29) no campo negativo. Nos EUA, apesar do otimismo pela manhã, as ações de tecnologia e energia ofuscaram os indicadores positivos divulgados e as bolsas também caíram.
O Ibovespa fechou em queda de 0,28%, a 65.401 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 6,279 bilhões. Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou desvalorização de 1,24%, e no primeiro mês do ano a queda foi de 4,65% – tornando janeiro o pior mês para a bolsa brasileira desde outubro de 2008.
Principal referência da sessão, o PIB norte-americano mostrou avanço de 5,7% no quarto trimestre de 2009, acima das expectativas de mercado, que esperavam aumento de 4,7% na atividade. Porém, no resultado anual houve forte contração, de 2,4% – a maior nos último 63 anos.
Bolsa
As empresas de energia elétrica foram destaque de alta na sessão, após reportagem da Folha de São Paulo afirmar que o governo brasileiro resolveu renovar as concessões no setor elétrico com vencimento entre 2015 e 2020. Entretanto, o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, negou a decisão durante a tarde. Os papéis da Cesp perderam força depois de marcarem valorização de mais de 9% pela manhã, mas continuaram como um dos destaques de alta do Ibovespa.
A Eletrobrás especificou as datas e as parcelas que serão pagos aos dividendos pendentes a seus acionistas, que ocorrerá em pagamentos anuais nos dias 30 de junho dos anos de 2010, 2011, 2012 e 2013, valendo para acionistas que possuam ações da empresa nesta sexta-feira. As ações da estatal lideraram os ganhos do pregão.
Entre as blue chips, a Petrobras anunciou superávit de US$ 2,9 bilhões em sua balança comercial de 2009. As ações da petrolífera recuaram. Os ativos PNA da Vale, por sua vez, encerraram próximos à estabilidade, enquanto os papéis ordinários da mineradora tiveram alta. A mineradora anunciou, na noite passada, a aquisição das ações da Fertifos e da Fosfertil em posse da Yara.
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Na ponta vendedora, destaque para os ativos da TAM, que recuam na sessão. Segundo o Portal Exame, a companhia intensificou as conversas para comprar a fatia de 26,0% que o empresário Sebastián Piñera, atual presidente do Chile, detém na LAN Chile.
Ainda entre os destaques de queda, a OGX liderou as perdas, em sessão de queda para a cotação do petróleo em Nova York.
Noticiário
Em Davos, onde participa do Forúm Econômico Mundial, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que apesar das aprensões em função do ano eleitoral, não há espaço para uma mudança significativa de política econômica. Por sua vez, o Ministro da Fazenda Guido Mantega disse que não existem motivos para uma elevação na taxa Selic: “Os prognósticos vêm daqueles que tirarão proveito (da elevação da Selic), que é o mercado financeiro”.
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Além do PIB, outros indicadores surpreenderam positivamente nos EUA. O nível de atividade industrial na região de Chicago ficou acima das expectativas, enquanto a confiança do consumidor, medida pelo Michigan Sentiment, registrou a maior alta em dois anos, também superando estimativas. Já o custo da mão de obra no país no quarto trimestre veio mais alto que no período anterior.
Fora dos EUA, os indicadores também repercutiram de forma positiva. No Reino Unido, a confiança do consumidor voltou a crescer em janeiro após três meses de queda. Já no Japão, a produção industrial relatou crescimento de 2,2% em dezembro na passagem mensal.
Por aqui, a Sondagem conjuntural da Indústria de Transformação do mês de janeiro mostrou o maior nível de ICI (Índice de Confiança da Indústria) desde julho de 2008.
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Dólar
Após a volatilidade vista durante a manhã, o dólar comercial ganhou fôlego durante a tarde, fechando em alta pela nona sessão consecutiva, cotado na venda a R$ 1,887 – valorização de 0,96%. É o maior patamar desde o dia 1 de setembro de 2009, quando encerrou valendo R$ 1,905.
No front doméstico, o Banco Central atuou mais uma vez no câmbio ao realizar uma compra de dólares no mercado à vista através de leilão. A operação ocorreu entre 12h26 e 12h36 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,8666.
Com a nova alta, a divisa dos EUA acumulou ganhos de 3,68% na semana, sendo esta a maior variação positiva semanal registrada nos últimos 14 meses. A variação mensal acumulada, de 8,37% positiva, é a maior observada desde outubro de 2008, quando a moeda avançou 13,33% naquele mês.
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Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em queda na BM&F Bovespa nesta sexta-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,32%, queda de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento anterior. Na semana, o recuo foi de 0,06 ponto percentual.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 133,15% de seu valor de face, recuo de 0,11% frente ao fechamento anterior. Na semana, a queda foi de 1,51%.
O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 233 pontos-base, alta de 7 pontos em relação ao fechamento anterior. Na semana, o avanço foi de 11 pontos.