Commodities ofuscam agenda dos EUA e guiam tarde de alta às bolsas

Ibovespa segue Wall Street e atinge nova máxima; exceção fica para o petróleo, que cai e pesa sobre papéis da Petrobras

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SÃO PAULO – Dados sobre o mercado de trabalho norte-americano decepcionaram, mas são ofuscados pela alta registrada pelas commodities que acabam por guiar as principais bolsas do mundo em uma trajetória positiva nesta quarta-feira (2).

O ADP Employment Report revelou um corte de 169 mil empregos no setor privado dos EUA em novembro, acima do esperado pelo mercado, mas abaixo do registrado no mês anterior. E enquanto o Livro Bege do Fed não sai, Wall Street ancora-se no mercado de commodities para sustentar uma tarde de valorizações.

No plano doméstico, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) apontou uma alta nos preços de 0,29% em novembro. Mas o destaque fica mesmo por conta do crescimento de 2,2% da produção industrial brasileira na passagem de setembro para outubro, segundo a Pesquisa Industrial de Produção Física do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Treasuries e petróleo

O rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, é negociado em forte alta, demonstrando uma queda em seu preço. O risco-país também responde às condições mais amenas e mostra queda de 4 pontos, ao marcar 216 pontos.

No mercado de commodities, a segunda-feira traduz-se como um pregão de alta: é o caso do ouro, da prata, do cobre e de outros metais diversos. A exceção fica por conta do petróleo, cujo barril cai 1,58% em Nova York, sendo negociado a US$ 77,13, como reflexo do aumento constatado nos estoques norte-americanos do produto na última semana.

Câmbio e renda fixa

O dólar comercial amplia o movimento de queda apresentado desde a abertura de suas negociações. Nesta tarde, o recuo registrado é de 0,23%, com a moeda cotada a R$ 1,720.

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Em contrapartida, as taxas dos contratos de DI futuro são negociadas predominantemente em alta na BM&F Bovespa.

Ibovespa dispara

Com Wall Street e commodities em alta, o Ibovespa se vê duplamente beneficiado, subindo 0,55% nesta tarde aos 68.786 pontos – nova máxima histórica. O volume financeiro é de R$ 2,909 bilhões.

O principal destaque positivo fica com as ações preferenciais classe A da Braskem
(BRKM5), que registram
valorização de 4,31% e são cotadas a R$ 12,35. Com essa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 122,52%.

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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
BRKM5 Braskem PNA 12,35 +4,31 +122,52 19,33M
ELET6 Eletrobras PNB 27,05 +3,20 +18,87 15,81M
CSAN3 Cosan ON 21,53 +3,01 +91,55 18,46M
ELPL6 Eletropaulo PNB N2 36,11 +2,88 +69,53 20,22M
ELET3 Eletrobras ON 31,65 +2,83 +28,99 25,92M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
PETR3 Petrobras ON 44,45 -1,44 +65,33 76,92M
PRGA3 BRF Foods ON 40,81 -1,43 +37,22 44,27M
BTOW3 B2W Varejo ON 51,60 -0,67 +118,31 11,01M
VALE3 Vale ON 49,73 -0,34 +84,24 51,81M
PETR4 Petrobras PN 39,67 -0,30 +78,48 289,87M


* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)