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SÃO PAULO – Classificando o regime norte-coreano de “brutal” e de não ter “decência humana básica”, o presidente norte-americano, Donald Trump, prestou suas condolências à família de Otto Warmbier, estudante de 22 anos que ficou preso na Coreia do Norte e faleceu na última segunda-feira (19) após ser extraditado em coma do país.
Trump e a primeira dama, Melania Trump, expressaram suas condolências em um comunicado oficial e afirmaram que “não há nada mais trágico para um pai que perder um filho na melhor fase da vida”. O presidente foi bastante agudo em suas palavras e condenou o regime de Pyongyang – “os EUA condenam mais uma vez a brutalidade do regime norte-coreano”.
“O destino de Otto aumenta a determinação de meu governo de prevenir tais tragédias de inocentes que caem nas mãos de regimes que não respeitam as leis ou a decência humana básica”, disparou Donald Trump.
Entenda o caso
Otto Warmbier foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados em 16 de março do ano passado pela Suprema Corte norte-coreana após ser considerado culpado de roubar um cartaz com slogan político em uma área reservada aos funcionários do hotel em Pyongyang onde estava alojado. Depois de 17 meses, o estudante foi solto pelas autoridades norte-coreanas, mas em uma situação precária de saúde. Segundo consta, Warmbier estava em coma há um ano e sofreu um “dano neurológico grave”, revelou o Centro Médico da Universidade de Cincinnati quando recebeu o jovem na terça-feira passada (13). De acordo com o ditador norte-coreano, em março, logo após o julgamento, o rapaz teria tido uma crise de botulismo, tomou um remédio para dormir e não acordou mais. A família de Warmbier não acredita nessa versão, como revela a carta dos pais publicada no dia da morte do jovem estudante – “gostaríamos de agradecer aos maravilhosos profissionais do Centro Médico da Universidade de Cincinnati que fizeram tudo o que puderam por Otto. Infelizmente, os terríveis e tortuosos maus tratos que nosso filho recebeu nas mãos da Coreia do Norte garantiram que nenhuma outra consequência fosse possível além da triste que vivenciamos hoje”.