Bolsas operam em baixa, com correção do mercado e de olho no Fed

Realização de lucros dita ritmo, à espera de discurso de Bernanke; ganhos recentes nos mercados foram antecipados?

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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em baixa nesta segunda-feira (7), tendência semelhante à vista no outro lado do Atlântico, onde os mercados futuros dos EUA recuam.

Acompanhando o clima de aversão ao risco, as cotações do petróleo e do ouro recuam, enquanto o dólar se valoriza frente ao euro e à libra, mas deprecia-se face ao iene.

Nos EUA, o Federal Reserve divulgará o Consumer Credit (17h00), que mede o total de crédito ao consumidor. Além do indicador, olhos atentos durante a tarde ao discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve.

China e EUA

De olho no crescimento econômico, o governo chinês deverá permanecer com sua política monetária “moderadamente” flexível no próximo ano, além de uma política fiscal “pró-ativa”. Junto aos estímulos, o governo deverá ponderar medidas para evitar o estouro de bolhas sistêmicas e controlar o avanço da inflação, em função do aumento da demanda, segundo a agência de noticias Xinhua.

O Tesouro dos EUA pretende recuperar cerca de US$ 328 bilhões (aproximadamente 88%) dos US$ 370 bilhões emprestados ao setor privado em programas emergenciais, de acordo com a agência Reuters. Além disto, o órgão admite perdas adicionais de até US$ 100 bilhões, em novos empréstimos a bancos, detentores de imóveis e pequenos empresários. A última projeção previa prejuízo de US$ 341 bilhões.

Correção

Para David Fuller, autor do comentário diário Fullermoney, os mercados acionários em todo o mundo encontram-se em uma “fase de correção, principalmente devido à força dos ganhos antecipados”. Nesse sentido, enquanto uma maioria de índices acionários deverá permanecer estagnada nos próximos dias, é provável uma perda evidente de momentum de valorização.

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Muitos anos

“Crises de crédito geralmente requisitam reajustes por muitos anos”. A afirmação é de John Hussman, gestor do Hussman Funds, e sinaliza como os governos sofrem em períodos pós-crises. Em média, as dívidas dos governos crescem 86% no decorrer dos três anos posteriores a uma crise bancária. Como decorrência, Hussman acredita em uma inflação galopante a vir.

Brasil

No front doméstico, o Banco Central divulgou o tradicional Relatório Focus, responsável por compilar a opinião das instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos do País. Mais tarde, o Ministério do Desenvolvimento divulgará a Balança Comercial (11h00) semanal.
No âmbito corporativo, há o início do período de reserva referente à oferta primária de ações do Fleury, bem como o encerramento do período de reserva de units da Anhanguera, referente à sua oferta secundária de ações.

Vale

“A ação não parece estar precificada sob o nosso olhar de melhora na demanda e nos mercados de minério de ferro no curto prazo”. A afirmação insere-se em relatório do Goldman Sachs, no qual o banco aumenta a recomendação para as ações da Vale, de neutro para compra.

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Além disso, o banco norte-americano elevou as projeções para o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) da mineradora, de US$ 25,00 para US$ 31,00, o que corresponde a um upside de 29,8%, conforme o último fechamento de Wall Street.