Publicidade
SÃO PAULO – De acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira (8) pela Business Roundtable, os executivos norte-americanos creem que economia do país vai crescer 1,9% no próximo ano. Porém, o levantamento mostra que as empresas ainda não estão preparadas para contratar funcionários.
O índice que mede as perspectivas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA apontou 71,5 pontos – contra 44,9 pontos do terceiro trimestre do ano passado. De acordo com os pesquisadores, qualquer número acima de 50 pontos indica perspectivas favoráveis de crescimento.
Vendas e geração de empregos
Cerca de 68% dos entrevistados esperam que as vendas de suas empresas aumentem nos próximos seis meses, mas não pensam em contratar mais funcionários por enquanto.
Para o CEO (Chief Executive Officer) da Verizon Communications, que atua como presidente da Business Roundtable, Ivan Seidenberg, “estes resultados estão em linha com uma esperada recuperação lenta e desigual”. Apenas 19% dos entrevistados disseram que planejavam aumentar número de funcionários.
“Embora existam sinais de melhoria nas vendas e despesas de capital, ainda levará tempo para que estes ganhos se traduzam em mais empregos”, disse Seidenberg. “O aumento nas despesas de capital tende a ser um fator positivo para a contratação de pessoal, já que as empresas devem investir em equipamentos antes de trazer os funcionários de volta”, completa.
Investimento interno
Quando questionados se pretendem investir no capital da empresa, cerca de 40% dos entrevistados não têm essa intenção durante os próximos seis meses. Neste mesmo período, 31% dos CEOs (Chief Executive Officers) acreditam que haverá mais cortes nos postos de trabalho nos EUA.
Continua depois da publicidade
Vale lembrar que o Departamento do Trabalho norte-americano repassou perda de 11 mil postos de trabalho em novembro, a menor queda desde a recessão que começou em dezembro de 2007. Além disso, a taxa de desemprego caiu para 10% contra 10,2% em outubro.
Sobre a pesquisa
A Business Roundtable entrevistou 111 CEOs entre os dias 5 e 30 de novembro. As empresas dos executivos empregam mais de 12 milhões de pessoas e, juntas, geram cerca de US$ 6 trilhões em receita anual.