Bolsas operam em alta, com avanço de commodities e lucros surpreendentes

Petróleo e ouro sobem, enquanto Inditex lista ganhos na Espanha; bancos grandes geram perdas grandes - por que salvá-los?

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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta quinta-feira (10), assim como os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro sobem, desfavorecendo o dólar, que sucumbe ao euro e à libra esterlina, mas se aprecia face ao iene.

Nos EUA, haverá a Trade Balance (11h30) de outubro, com a balança comercial norte-americana. Além desse indicador, ênfase para o Initial Claims (11h30), que indica o número de pedidos de auxílio-desemprego na semana que terminou no dia 5 de dezembro. Por fim, o Departamento do Tesouro divulgará o Treasury Budget (17h00), com o orçamento da instituição.

Haverá ainda testemunho do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, diante do Painel do Congresso sobre o Tarp (Troubled Asset Relief Program), programa que visa limpar a economia de ativos tóxicos. Elisabeth Duke, membro do Federal Reserve, também fará discurso, sendo esse sobre política hipotecária no Fed de Chicago.

Default e bolha
A Standard & Poor’s reduziu a perspectiva do rating soberano da Espanha, de estável para negativo, à medida que o país ibérico encontra dificuldades em suas finanças públicas, conforme Trevor Cullinan, analista da agência de classificação de risco.

Enquanto isso, a Inditex – detentora da marca Zara – revelou seu resultado operacional dos nove primeiros meses do ano, com lucro líquido de € 831 milhões, aquém dos € 843 milhões vistos em período igual do ano passado, mas acima das expectativas dos analistas. As ações da companhia sobem 2% em Madri.

De Madri para Pequim, a China mudou suas medidas de estímulos governamentais, ao optar por retirar a redução de impostos sobre compra e venda de imóveis e aumentar os subsídios para automóveis e pedidos para aquisição de casas. O recuo nos estímulos visa evitar a formação de uma bolha de ativos.

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Grandes bancos, grandes perdas
Para o Nobel de Economia Joseph Stiglitz, as medidas tomadas pelos governos ao redor do mundo não devem prevenir a ocorrência de uma nova crise, visto que a estrutura do mercado financeiro continua a mesma.

No entanto, Stiglitz destaca positivamente alguns passos tomados Mervyn King, presidente do BoE (Bank of England), que restringiu uma série de atividades dos grandes bancos. “Os EUA deixaram 106 bancos menores falirem somente neste ano. São os grandes bancos que apresentam grandes custos”, dispara o Nobel de Economia.

Turbulência perene
Rudolf Buxtorf, gestor de fundos do RBS Coutts Bank em Zurique, é um daqueles que acreditam no perecimento da turbulência recente nos mercados. “Permaneço otimista e cauteloso. Tivemos alguns dias ruins nos meses recentes que foram seguidos de um novo movimento ascendente”, completou Buxtorf, em referência às baixas dos últimos dias com o default do fundo Dubai World e com preocupações em torno dos ratings de Grécia e Espanha.

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Lista dos pessimistas
Pessimista, David Rosenberg, ex-economista chefe da Merrill Lynch e agora à frente da Gluskin Sheff & Associates, lista algumas razões para acreditar que os ganhos na renda variável ficaram para trás: (i) nova realidade do mercado de trabalho, com maiores custos na margem de contratação; (ii) queda de volume de negociação da Nyse (New York Stock Exchange), sugerindo fuga para a renda fixa; (iii) conforme matéria do Wall Street Journal, investidores individuais e fundos de pensão remontam atualmente posições e; (iv) pesquisa recente da Investors Intelligence mostra que, para cada pessimista, existem três Brasil.

PIB
No Brasil, destaque para o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, que listou avanço de 1,3% no período, abaixo do esperado pelo mercado. Além do nível de produto, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), medido mensalmente. A deflação observada foi de 0,16% na primeira semana de dezembro.

No âmbito corporativo, ênfase para o início de negociação das units da oferta da Anhanguera Educacional na BM&F Bovespa.

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