Barclays eleva preço-alvo de ADRs da Oi, mas mantém recomendação neutra

Analistas projetam valor justo de US$ 22 por papel; visão em relação ao setor de telecomunicações é negativa

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SÃO PAULO – O Barclays divulgou suas novas projeções para a Oi (TNLP4), mantendo inalteradas as recomendações para os papéis da empresa e para o setor de telecomunicações como um todo, mas elevando o preço-alvo dos seus ADRs (American Depositary Receipts).

Os analistas do banco continuam recomendando equal weight (desempenho em linha com a média do mercado) para os papéis da companhia nos próximos 12 meses. Além disso, ficou inalterada também a visão negativa para o setor de telecomunicações.

Já para o preço-alvo dos papéis, o Barclays projeta um acréscimo de US$ 2,50 em relação à última análise feita, indo de US$ 19,50 para US$ 22,00. Com isso, o upside (potencial de valorização) é de 2,5% frente ao último fechamento (US$ 21,46)

Dividendos

A Telemar Participações, empresa detentora de 17,5% de participações na Oi, surpreendeu no último trimestre ao divulgar dividendos no montante de R$ 424 milhões, decisão encarada positivamente pelo Barclays.

Dessa forma, o banco elevou a previsão de dividendos por ação da Oi de R$ 3,71 para R$ 4,57 para o ano que vem, o que implica em um dividend yield de 12% em 2010.

Problema

Segundo a instituição, um grande problema para a empresa de telecomunicações é o fato de seus fundamentos ficarem em segundo plano quando se trata da oscilação no valor dos papéis. Nesse sentido, o que faz mais “barulho” é a estrutura de acionistas e a governança corporativa.

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Campeã Nacional

A “Campeã Nacional” – título dado à Oi por ser a maior operadora do país – vem apresentando um crescimento moroso nas receitas na base de comparação anual. O ritmo, porém, é maior do que o de suas concorrente, em um setor com crescente intensificação na competição.

Além disso, outra boa notícia para a empresa é o fato de seu FCF (Free Cash Flow) e poder passar por acentuado incremento em 2010, impulsionado pela sinergia provinda da aquisição com a Brasil Telecom, a redução do capex (capital de investimento) e a desalavancagem da empresa.