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Os principais mercados de renda variável encontram um cenário complicado nesta terça-feira (15), pontuado por referências díspares dos indicadores e do noticiário corporativo, além do primeiro dia de reunião do Federal Reserve. Assim, os índices em Wall Street fecharam o dia no campo negativo, enquanto as bolsas europeias terminaram o pregão sem tendência uniforme.
O Ibovespa, por sua vez, encerrou a sessão com queda de 0,06%, a 69.310 pontos – pondo fim assim a quatro altas consecutivas. O volume financeiro totalizou R$ 4,67 bilhões.
O avanço de 1,8% registrado pelo índice de preços do produtor dos EUA em novembro é 1 ponto percentual superior à alta esperada pelos analistas. A agenda também trouxe o nível de atividade industrial na região de Nova York, que caiu de 23,51 pontos em novembro para 2,55 pontos em dezembro.
Os dois indicadores ofuscam os números trazidos pelo Industrial Production, que apontou uma expansão da produção industrial dos EUA em novembro acima do previsto.
Por aqui, o Tesouro Nacional confirmou a oferta de títulos para captação de recursos no mercado internacional. Através da troca de títulos da dívida pública federal externa por títulos da dívida pública federal interna a serem emitidos pelo Tesouro Nacional, o Banco Central do Brasil anunciou que irá zerar sua carteira de títulos da dívida externa.
O banco norte-americano Wells Fargo anunciou que em sua oferta de 426 milhões de ações os papéis foram precificados em US$ 25. Conforme divulgado na véspera, a emissão, que captou US$ 10,65 bilhões, visa pagar a dívida do banco com o governo dos EUA. Outra empresa que vai quitar seu débito com o governo norte-americano é a GM, que deve devolver os empréstimos até junho de 2010.
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A FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation) anunciou um aumento de 56% no orçamento previsto para 2010. Dessa forma, o montante total, antes estimado em US$ 2,6 bilhões, foi elevado para US$ 4 bilhões. De acordo com comunicado, a quantia a ser destinada à assistência de bancos em processo de falência praticamente dobrou, passando de US$ 1,3 bilhão para US$ 2,5 bilhões.
Bolsa
As ações da Natura estão entre as maiores altas do Ibovespa, assim como os papéis da Lojas Americanas. Os dados do varejo brasileiro reportados na Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) influenciaram o comportamento destas ações, assim como o relatório da CNI (Confederação Nacional da Indústria) que afirmou que tem expectativas de que a economia cresça 5,5% em 2010, tendo como alicerce principal o consumo interno.
Por outro lado, os ativos da Cemig e GOL se destacaram entre as quedas da sessão, assim como os papéis da JBS. A empresa anunciou a aquisição da produtora de carne ovina australiana TMC (Tatiara Meat Company), por aproximadamente US$ 27,5 milhões.
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Outras fusões e aquisições também são destaque no cenário corporativo local. O Banco do Brasil pode estar próximo de realizar a compra do Banco Patagônia, da Argentina, enquanto a TIM Participações ratificou a compra da Intelig por R$ 10 milhões.
Fora do Ibovespa, os papéis da Agrenco dispararam com a possibilidade de captação com créditos de carbono.
Dólar
Mesmo após duas sessões consecutivas registrando ganhos, o dólar comercial fechou em alta de 0,57% nesta terça-feira, cotado na venda a R$ 1,754. No âmbito doméstico, o Banco Central realizou o leilão de compra de dólares no mercado à vista mais cedo do que o horário habitual. A operação de captação da moeda norte-americana teve início 12h04 e terminou 12h14 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,760.
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Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em alta na BM&F Bovespa nesta terça-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,42%, alta de 0,07 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 135,75% de seu valor de face, queda de 0,75% em relação ao fechamento anterior.
O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 195 pontos-base, estável em relação ao fechamento anterior.