Verde Asset vê dificuldades em achar ativos baratos e ainda faz alerta: reforma da previdência deve diluir mais

Os gestores reafirmaram a sua posição nos últimos meses acerca do processo de negociação da reforma previdenciária e que ele era mais complexo do que a complacência do mercado refletia 

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SÃO PAULO – Em relatório para comentar o desempenho do mês de abril, os gestores da Verde Asset, que tem como líder Luis Stuhlberger, destacaram as suas perspectivas para a reforma da previdência e apontaram ainda que está “muito difícil achar ativos baratos para comprar, tanto no Brasil quanto globalmente”.

Os gestores reafirmaram a sua posição nos últimos meses acerca do processo de negociação da reforma previdenciária e que ele era mais complexo do que a complacência do mercado refletia. “A votação da reforma no plenário da Câmara continua sendo postergada, e vemos risco de mais diluição à medida que os destaques testem a coesão da base parlamentar do governo”.

A Verde Asset aponta que, ao longo do mês, houve pequenas correções marginais em preços de ativos, mas nada ainda que reflita um prêmio de risco mais relevante, que justifique alterações significativas nas nossas exposições. “O otimismo exacerbado com Brasil (e mercados emergentes em geral) continua permeando o universo de investidores globais e locais, o que é demonstrado pelos fluxos. Os sinais de desaceleração econômica na China, com crédito crescendo mais lentamente e preços de commodities em queda, não parecem perturbar esse consenso”.

Neste sentido, os gestores apontam que, em uma perspectiva de médio prazo, mais do que em qualquer momento dos últimos 7 anos, “é muito difícil achar ativos baratos para comprar, tanto no Brasil quanto globalmente”. Em meio a esse cenário, a Verde Asset aponta que a alternativa “parece se colocar entre ativos bons que estão muito caros, ativos médios que estão caros, e ativos ruins que estão a preço justo sem margem de segurança”.

No mês de abril, a Verde Asset teve um desempenho de 0,43%, enquanto o CDI rendeu 0,79%. No acumulado de 2017, o fundo da Verde rendeu 3,04%, ante 3,85% do CDI. A performance do Verde no mês nas posições de ações, tanto na carteira global quanto no portfólio brasileiro, e em parte do livro de moedas, particularmente nas posições em won coreano e Real. Em renda fixa houve pequenas perdas, com o processo de queda do juro real sendo interrompido pela volatilidade vinda das negociações em torno da reforma da previdência, apontam os gestores.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.