À espera do Fed, bolsas sobem no lastro de bons indicadores dos EUA

Inflação veio dentro do esperado e mercado imobiliário dá novos sinais de recuperação; Ibovespa e commodities operam em alta

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SÃO PAULO – Certamente que o principal evento desta quarta-feira (16) é o anúncio da decisão do Federal Reserve. Mas enquanto ela não sai, são os indicadores sobre a economia norte-americana que animam os investidores e sustentam trajetórias de alta nas principais bolsas do mundo.

O índice de preços ao consumidor veio dentro do esperado para novembro, mesmo mês em que o número de autorizações para construções de imóveis nos EUA cresceu bem acima do esperado, reforçando expectativas de um mercado imobiliário em recuperação.

O clima ameno nas bolsas deve-se também à expectativa consensual de uma nova manutenção do juro básico norte-americano na faixa entre 0% e 0,25% ao ano. Alguns analistas apontam também para a possibilidade de que o Fed indique sua estratégia de saída dos estímulos econômicos concedidos no auge da crise.

Por aqui, a agenda trouxe apenas o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 15 de dezembro, que revelou uma alta nos preços de 0,30%, acima da apurada na medição anterior, de 0,17%.

Treasuries e petróleo
A despeito da valorização nas bolsas, o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, opera em queda, enquanto o risco-país sobe seis pontos, a 201 pontos-base.

No mercado de commodities, o dia é de forte alta no comportamento dos preços: a onça de ouro sobe 1,2% enquanto o cobre marca acréscimo de 1,7%. O petróleo também segue a mesma trajetória e mostra alta de 2,00% em Nova York, cotado a US$ 73,49 o barril.

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Câmbio e renda fixa
Após desvalorização no último pregão, o dólar retoma a tendência de queda frente à moeda brasileira. A divisa norte-americana é negociada a R$ 1,749, uma queda de 0,29% em relação à última terça-feira.

Por sua vez, as taxas dos contratos de DI futuro são negociadas sem tendência definida na BM&F Bovespa: os juros mais próximos operam estáveis, ao passo que contratos com vencimentos mais distantes figuram no campo positivo.

Ibovespa em alta
Em alta desde a abertura, o Ibovespa, principal índice da BM&F Bovespa, sobe 0,14% nesta tarde e atinge 69.411 pontos. O volume financeiro é de R$ 2,174 bilhões.

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O principal destaque positivo da sessão fica com as ações preferenciais da TAM (TAMM4), que registram valorização de 5,86% e são cotadas a R$ 38,10. Com essa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 99,58%. A companhia entrou com pedido de IPO de seu programa de fidelidade Multiplus e também anunciou parceria com o Itaú, fornecendo facilidade no financiamento de passagens a correntistas do banco.

Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis preferenciais da Telemar (TNLP4), que são cotados a R$ 37,68 e apresentam baixa de 2,96%.

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 TAMM4 TAM PN N2 38,10 +5,86 +99,58 47,18M
 KLBN4 Klabin PN 5,42 +4,23 +70,04 7,22M
 GOLL4 Gol PN N2 26,32 +2,41 +165,59 44,48M
 BRFS3 BRF Foods ON 42,78 +2,37 +43,85 48,52M
 BVMF3 BMFBovespa ON 12,31 +1,65 +111,48 85,11M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 TNLP4 Telemar PN 37,68 -2,96 +39,90 22,09M
 TNLP3 Telemar ON 44,71 -2,17 +33,37 721,66K
 LIGT3 Light ON 25,35 -2,01 +30,35 13,42M
 BRKM5 Braskem PNA 13,89 -1,77 +150,27 5,24M
 CSAN3 Cosan ON 22,99 -1,71 +104,54 18,95M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)