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SÃO PAULO – Dois dos CEOs mais influentes de Wall Street estão ligando seus alertas sobre a economia dos Estados Unidos. Larry Fink, presidente da BlackRock, e Jamie Dimon, do JPMorgan, apontaram na última semana os riscos que a maior economia do mundo deve enfrentar nos próximos meses.
Fink disse que o crescimento dos EUA está diminuindo conforme aumentam as preocupações se a agenda do governo Trump passará pelo Congresso. Enquanto isso, Dimon afirmou que “é claro que algo está errado” com o país, em uma carta aos investidores. Ambos os CEOs fazem parte de um grupo de líderes empresariais que aconselham o presidente Donald Trump.
O CEO da BlackRock se disse triste sobre o ritmo das mudanças conquistadas pelo atual governo. Segundo ele, a economia dos EUA está desacelerando, sendo que tanto os consumidores quanto as empresas esperam estão esperando para ver se a nova administração conseguirá cumprir a reforma fiscal e o planos de desregulamentação após o fracasso da lei de saúde em março.
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“Há uma maior preocupação de que essas mudanças propostas vão ser mais cada vez mais difíceis de executar”, disse Fink em entrevista para a CNBC na última quinta-feira (6). “Você está vendo um abrandamento da nossa economia”, afirmou. Fink disse que os EUA podem ser a economia de crescimento mais lento no primeiro trimestre entre os países do G-7. Sem reforma tributária e desregulamentação, ele disse, os mercados sofrerão.
Já Dimon, usou a carta anual do JPMorgan, com 45 páginas, para mostrar como os EUA estão mais fortes do que nunca, para então apontar uma lista de itens que trazem preocupação para a economia local. Desde a virada do século, o país gastou trilhões de dólares em guerras, criou uma dívida enorme sobre estudantes e forçou legiões de estrangeiros a deixarem os EUA depois de obterem graus mais elevados e escolaridade, disse ele na carta. Ele pediu investimentos em infraestrutura e redução de impostos corporativos para ajudar a economia.