Moody’s eleva rating da Petrobras com perspectiva positiva e ação sobe mais de 1%

Entre os motivos citados pela Moody's para e mudança na nota estão o menor risco de liquidez e a queda da alavancagem da companhia

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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Moody’s elevou o rating da Petrobras (PETR3; PETR4) de B2 para B1, alterando também sua perspectiva da nota de estável para positiva, o que indica que a agência pode elevar novamente a estatal nos próximos meses.

Com a notícia, as ações da petrolífera, que operavam próximas da estabilidade, passaram a subir mais de 1%. Às 14h38 (horário de Brasília), os papéis ordinários tinham ganhos de 1,30%, a R$ 15,57, enquanto as ações preferenciais avançavam 1,22%, cotadas a R$ 14,88.

Entre os motivos citados pela Moody’s para e mudança na nota estão o menor risco de liquidez e a queda da alavancagem da companhia. Segundo a agência, esta expectativa de melhora contínua no perfil nas métricas financeiras da companhia nos próximos 12 meses reduz seu risco de crédito, o que justifica uma perspectiva positiva para o rating.

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“A liquidez e as métricas financeiras melhoraram ainda mais nos últimos trimestres, em resultado do menor investimento que o previsto em 2016”, disse a Moody’s citando a melhora da gestão da empresa, além da valorização do real, o que afetou positivamente os custos operacionais da estatal.

A agência lembra ainda da nova política de preços de combustível, que aumentou a flexibilidade para a Petrobras sustentar as margens e sua participação de mercado. “A gestão da Petrobras tem mostrado comprometimento às metas operacionais e financeiras, como visto nas recentes transações de refinanciamento de dívida”, continuou a agência em nota.

Apesar das melhorias materiais, a Moody’s afirma que o risco de liquidez permanece uma preocupação. Em 31 de dezembro de 2016, a dívida da Petrobras para 2017 e 2018 era de US$ 8,8 bilhões e US$ 11,3 bilhões, respectivamente, totalizando US$ 19 bilhões nos próximos dois anos. Outras ameaças incluem riscos de execução relacionados ao plano de negócios 2017-21 e potenciais atrasos na execução integral de seu plano de vendas de ativos.

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Por outro lado, a agência diz ser positivo que a estatal tenha conseguido liquidar com 19 dos 27 investidores individuais sobre disputas legais relacionadas com a operação Lava Jato, reduzindo um pouco a incerteza sobre os montantes de multas adicionais, incluindo as relacionadas com a SEC e o Departamento de Justiça dos EUA.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.