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SÃO PAULO – As principais bolsas do mundo seguem em queda na tarde desta quinta-feira (17), penalizadas pelas expectativas de um aperto monetário por vir nos EUA e pela queda no preço das commodities. O Ibovespa recua ainda mais do que os índices em Wall Street e, há pouco, operava com desvalorização de 2,22%, a 67.097 pontos.
Política
O Fed confirmou as projeções de manutenção do juro básico norte-americano, mas surpreendeu ao mostrar-se otimista quanto à recuperação econômica, o que desperta entre os investidores o temor de que uma política monetária contracionista esteja por vir.
Um dia após a reunião do Fed, o Comitê Bancário do Senado aprovou a nomeação do atual presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, para continuar no cargo por mais quatro anos. O atual mandato de Bernanke termina em 31 de janeiro de 2010.
No cenário local, a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) trouxe mudanças no panorama da economia brasileira. Segundo os analistas da LCA Consultoria, a mudança mais evidente ocorreu na percepção da autoridade monetária quanto ao grau de ociosidade de recursos produtivos.
Referências da Europa também ganharam repercussão em meio aos investidores. Os bancos do velho continente figuraram novamente entre as maiores perdas do pregão, com novas tensões em torno do rating da Grécia. Mineradoras e petrolíferas também foram penalizadas, em meio à trajetória negativa das commodities nesta quinta-feira, ocasionada parcialmente pela alta do dólar no mundo.
Bolsa
Em uma sessão bastante negativa na bolsa brasileira, a TIM está entre as principais quedas. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgou que houve crescimento no número de acessos móveis no País em novembro. A TIM permanece em terceiro no market share, atrás da Vivo e da Claro.
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Os papéis da TAM, Rossi Residencial e Cosan também operam em forte baixa na sessão.
Contribuindo para o desempenho negativo do Ibovespa, as ações da Vale sofrem forte queda na sessão. Além do recuo das commodities, a mineradora negou os rumores de que estaria envolvida em negociações de preço do minério de ferro em 2010 com siderúrgicas chinesas, de acordo com notícia do jornal China Daily.
A mineradora afirmou ainda que está desenvolvendo uma estratégia de longo prazo para elevar sua competitividade no mercado asiático, baseada na utilização de grandes navios para transporte do minério, bem como de centros de distribuição e fundição que ainda exigem o aval das autoridades chinesas. Outra empresa penalizada pelas commodities é a Petrobras, que vê seus papéis em forte queda.
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Por outro lado, as ações da CPFL se destacam entre as altas, assim como os papéis da Embraer, que também têm forte avanço no Ibovespa.
Enquanto isto, a Cielo, nova denominação da antiga Visanet, vê suas ações despencarem após a companhia chegar a um acordo com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no qual se compromete a adotar medidas que propiciem a entrada de novos competidores no mercado de cartões, tais como a divulgação dos critérios de credenciamento da bandeira Visa.
Entre os destaques de queda estavam os papéis TIM Part ON (TCSL3, -6,39%), TIM Part PN (TCSL4, -4,78%), TAM PN N2 (TAMM4, -4,37%), Rossi Resid ON (RSID3, -4,19%) e Gafisa ON (GFSA3, -4,08%). Por outro lado, as ações CPFL Energia ON (CPFE3, +1,75%), Embraer ON (EMBR3, +1,71%), CCR Rodovias ON (CCRO3, +1,23%), AmBev PN (AMBV4, +1,10%) e Copel PNB (CPLE6, +0,53%). encerraram a manhã em alta.
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Os maiores volumes ficaram com Vale PNA (VALE5, R$ 1,32 bilhão), Petrobras PN (PETR4, R$ 470,71 milhões), Itau Unibanco PN (ITUB4, R$ 171,26 milhões), Vale ON (VALE3, R$ 121,92 milhões) e Bradesco PN (BBDC4, R$ 111,27 milhões).
Agenda
Na agenda, referências divergentes: o número de pedidos de auxílio-desemprego inesperadamente subiu na última semana, ao passo que a produção industrial na região da Filadélfia mostrou-se maior que o esperado em dezembro. Na Europa, destaque às vendas do varejo no Reino Unido, que tiveram o primeiro resultado mensal negativo após seis expansões consecutivas.
Já o Leading Indicators registrou variação positiva de 0,9% no mês de novembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Conference Board. O índice veio acima das expectativas do mercado, que projetava um avanço de 0,7%. O indicador referente ao mês de outubro foi de avanço de 0,3%.
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No plano doméstico, a quinta-feira é dia de atenção à inflação e política monetária. O IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fipe) desacelerou e o IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) trouxe variação negativa, mas ambos são ofuscados pela ata do Copom.
Dólar
Em cenário de queda nos principais mercados do globo, o dólar encerrou esta quinta-feira mantendo-se valorizado em relação ao real. A moeda norte-americana acumulou alta de 2,34% em relação ao último fechamento, sendo negociada a R$ 1,792 na venda.