Copenhague chega em seu último dia sem consenso entre participantes

Com pequenos avanços, representantes mundiais não conseguem chegar a um acordo sobre prazos e metas

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SÃO PAULO – A Cúpula de Copenhague chega a seu último dia ainda sem acordos definidos. Alguns representantes de países que estão na Dinamarca negociando as propostas dizem que a situação é desesperadora.

Nesta sexta-feira (18), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chega à Copenhague em meio a uma discordância geral entre os países. As nações não conseguiram nem mesmo decidir qual será o tipo de documento usado no texto e seu valor jurídico como tratado internacional.

Pequenos passos
Obama chega um dia após a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, anunciar a criação de uma linha de crédito de US$ 100 bilhões para ajudar países em desenvolvimento a lidar com as ações de adaptação e redução das emissões.

“No contexto de um acordo sólido, que envolveria todas as grandes economias em ações significativas de atenuação [do aquecimento] e ofereceria transparência total sobre sua implementação, os Estados Unidos estão prontos a cooperar”, falou Hillary.

Porém, a despeito do pequeno avanço da última quinta-feira (17), nem mesmo a reunião extraordinária feita durante a madrugada resultou em concordância sobre qual seria a meta de redução da emissão de gases poluentes e os prazos em que isso teria que ser implementado.

As únicas coisas acertadas até este último dia de conversas entre os 193 países foram as questões do financiamento (US$ 100 bilhões a cada ano até 2020 com o objetivo da proposta de Hillary) e a busca de um limite de aumento em 2º Celsius da temperatura do planeta em relação aos níveis pré-industriais, até 2100.

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Além disso, os países em desenvolvimento conseguiram derrubar a ideia da Dinamarca de propor um texto unilateral que visava a “morte” do protocolo de Kyoto.

Com todas essas discordâncias e percalços, alguns participantes já falam que provavelmente o texto que deve substituir o protocolo anterior só vai ser finalizado daqui a seis meses.

Peças-chave
Durante a semana, alguns países, como o Brasil e a França, mostraram-se empenhados em chegar a um consenso. Contudo, diversos participantes do encontro já declararam que sem um acordo definido com a China e os EUA, os maiores emissores de gases poluentes, nenhum protocolo seria efetivo em seu objetivo.