Obama fecha acordo climático, porém deixa metas de fora

Novo texto pede que países listem suas ações climáticas e permitão auditoria internacional; Brasil já assinou o documento

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SÃO PAULO – No início da plenária do último dia do encontro em Copenhague, na Dinamarca, o secretário geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, fez um pedido especial aos líderes mundiais. “Eu imploro para que vocês aproveitem esta oportunidade, agora é a hora do bom senso, compromisso e coragem, coragem política”. “O mundo está assistindo” advertiu ele, por fim.

Contudo, ao final dos trabalhos nesta sexta-feira (18) o congresso da ONU não havia conseguido chegar a um acordo que agradasse todas as partes. Foram necessários os esforços políticos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que um pré-acordo fosse atingido de forma a agradar os diversos países reunidos e manter, pelo menos me partes, metas capazes de combater o aquecimento global.

“Nenhum país está totalmente satisfeito com cada elemento” disse um oficial da comitiva norte-americana, “mas este é um significativo e histórico passo para frente e a fundação através da qual faremos novos progressos”.

Acordo
Após o fim da plenária desta sexta-feira, Barack Obama se reuniu com os primeiros-ministros da China, Wen Jiabao, e da Índia, Manmohan Singh, além do presidente sul-africano, Jacob Zuma, para tentar aprovar o texto, que não prevê metas de redução de emissões dos gases do efeito-estufa.

O documento arquitetado pelos países citados acima, e já ratificado pelo Brasil, pede para que as nações industrializadas e as em desenvolvimento listem suas ações nacionais e comprometimentos na luta contra a mudança climática, além de jurarem tomarem inciativas para prevenir que a temperatura terrestre avance mais de 2 graus Celsius. Segundo os cientistas que compareceram ao encontro, este seria o limite para que sejam evitados os piores efeitos do aquecimento global.

Em contrapartida às exigências deste acordo, os países elaboradores concordaram em fornecer informações sobre a implementação de suas próprias ações, que podem ser sujeitas à analises e críticas internacionais. Vale lembrar que, juntos, os EUA e a China são responsáveis por mais de 50% das emissões de carbono internacionais.  

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