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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta terça-feira (22), tendência idêntica à vista no outro lado do Atlântico, onde os mercados futuros dos EUA sobem. As cotações do petróleo e do ouro recuam, o que favorece o dólar, que se valoriza frente à libra esterlina, mas sucumbe ao euro e ao iene.
Nos EUA, olhos atentos à terceira prévia do PIB (Produto Interno Bruto), com a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos durante o terceiro trimestre. O nível de produto será divulgado ao mercado às 11h30 (horário de Brasília) e virá acompanhado de seu deflator. Por fim, há o Existing Home Sales (13h00), índice que mede a venda de casas usadas.
No Reino Unido, o PIB mostrou contração de 0,2% no decorrer do terceiro trimestre, melhora ante a medição anterior, na casa de 0,3%, conforme dados oficiais. Apesar da menor retração, o ritmo veio pior que o esperado por analistas, que estimavam recuo próximo a 0,1%.
Só em 2010
O fundo Dubai World apresentará em janeiro próximo uma oferta de pagamento a seus credores, como parte do programa de reestruturação de sua dívida de aproximadamente US$ 22 bilhões, segundo fontes envolvidas nas negociações. Mesmo com o empréstimo de US$ 10 bilhões concedido por Abu Dhabi, o fundo talvez necessite vender alguns ativos para atingir a liquidez necessária.
BoJ e BC chinês atentos
No Japão, o presidente do BoJ (Bank of Japan), Masaaki Shirakawa, ressaltou em Tóquio que “persistentemente” manterá o juro básico perto de zero, a fim de conter uma possível escalada do iene.
Na China, o presidente do People’s Bank of China, Zhou Xiaochuan, declarou em fórum econômico que o depósito compulsório é uma ferramenta “na qual colocamos alguma ênfase”, dando sinais de aumento nas reservas contidas pelo Banco Central.
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Volatilidade
Diante da proximidade do final do ano, o analista do IG Markets, Dan Cook, enxerga ser provável uma realização de lucros no curto prazo, acompanhada de muita volatilidade. “Com o volume reduzido de negociações, é alto o risco de algum movimento vir do nada e derrubar o mercado”, completou Cook.
Inflação e default
Para Joachim Felsm, analista do Morgan Stanley, os riscos de uma espiral inflacionária e dos países realizarem default será um dos principais temas nos mercados em 2010. “A próxima crise provavelmente será uma crise de confiança nos governos e na habilidade dos bancos centrais de segurar a dívida fiscal crescente sem criar inflação”, afirma Felsm.
Responsabilidade é do Obama
Mark Thomas, colunista do MarketWatch, acredita que o Federal Reserve poderá até ajudar no mercado de trabalho, porém a política fiscal é o que será determinante para a criação de empregos.
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Cenário interno
No Brasil, destaque para o Relatório de Inflação do Banco Central, com a descrição dos padrões inflacionários no País. A instituição monetária ainda publicará relatório sobre as operações realizadas no mercado aberto, como a venda de títulos da dívida federal, na Nota de Mercado Aberto (10h00).
A FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou a Sondagem do Consumidor, enquanto o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgará às 9h00 a Pesquisa de Emprego e Desemprego.