Indicadores decepcionam nos EUA e trazem tarde de clima incerto às bolsas

Após manhã positiva, Ibovespa cai enquanto Wall Street luta para manter ganhos; petróleo sobe mais de 2% em Nova York

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SÃO PAULO – Pela manhã, o clima era de otimismo por conta das expectativas de indicadores favoráveis nos EUA. Até que a divulgação veio e números abaixo do esperado foram revelados, trazendo uma tarde de clima incerto às bolsas nesta quarta-feira (23).

Com o feriado do Natal se aproximando, a agenda vem repleta de referências de peso. Mas as estatísticas não agradam: o número de casas novas vendidas nos EUA inesperadamente caiu em novembro, os gastos com consumo cresceram abaixo das projeções e a confiança do consumidor contrariou a expectativa de crescimento em dezembro.

No Brasil, indicadores inflacionários tomam conta da agenda. O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 22 de dezembro marcou inflação de 0,21%, 0,09 ponto percentual abaixo da apurada na medição anterior, enquanto que o IPCA-E (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – Especial) encerrou o ano com uma variação positiva de 4,18%, abaixo da de 6,10% registrada em 2008.

Treasuries e petróleo
A inversão do clima faz com que investidores procurem por ativos menos arriscados. Com isso, o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, registra queda, puxando positivamente seu preço. Já o risco-país sobe 3 pontos, a 207 pontos.

A despeito dos sinais negativos sobre a economia norte-americana, o dia é de alta no mercado de commodities, reflexo da queda do dólar ante ao euro e ao iene. O barril de petróleo em Nova York é negociado a US$ 75,03 cada, uma valorização de 2,14%.

Câmbio e renda fixa
Seguindo a tendência de desvalorização da moeda norte-americana lá fora, o dólar comercial mantém desde a abertura um movimento negativo, embora um pouco mais ameno nesta tarde. A queda registrada é de 0,34%, com a divisa cotada a R$ 1,777.

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Por sua vez, as taxas dos contratos de DI futuro são negociadas sem uma tendência definida e homogênea na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), com os contratos mais próximos em queda – em resposta aos indicadores da sessão – e os mais distantes em alta.

Ibovespa reverte sinal
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, reverte os ganhos da abertura e apresenta leve baixa de 0,13% nesta tarde, atingindo 67.328 pontos. O volume financeiro é de R$ 2,054 bilhões.

O principal destaque negativo fica com as ações preferenciais da Brasil Telecom (BRTO4), que registram desvalorização de 3,92% e são cotadas a R$ 16,67. Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 22,21%.

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 As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BRTO4 Brasil Telecom PN 16,67 -3,92 +22,21 5,61M
 TMAR5 Telemar NLeste PNA 61,56 -3,06 +18,77 1,48M
 NETC4 Net PN N2 22,74 -2,70 +71,27 21,27M
 TRPL4 Trans Paulista PN 50,69 -2,48 +32,24 3,10M
 CESP6 Cesp PNB 22,58 -2,25 +50,77 11,74M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 TAMM4 TAM PN N2 37,29 +4,45 +95,34 17,89M
 KLBN4 Klabin PN 5,26 +2,73 +65,02 3,91M
 EMBR3 Embraer ON 9,33 +1,63 +11,60 8,77M
 FIBR3 Fibria ON 39,95 +1,55 +102,78 23,69M
 RDCD3 Redecard ON 27,91 +1,45 +15,82 30,01M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)