Fitch reafirma ratings do Banco do Brasil, citando fundamentos da nota

Segundo agência, principal risco para rating do banco é a qualidade de sua estrutura de capital

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SÃO PAULO – A Fitch Ratings reafirmou as notas do Banco do Brasil (BBAS3), citando a força da franquia, a expansão da atividade da instituição e o suporte de seu acionista controlador, o governo brasileiro, como fundamentos para a classificação.

A agência de classificação de risco manteve o rating nacional de longo prazo do banco em “AA+(bra)”, tanto em moeda local quanto em estrangeira. Já os IDRs (Issuer Default Ratings – ratings de probabilidade de inadimplência do emissor) de curto prazo em moeda local e estrangeira seguem em “F3”.

Os analistas exaltaram o desempenho do banco durante a crise financeira, período o qual o BB aumentou sua parcela do mercado brasileiro de crédito.

“Desde 2007, o desempenho operacional do Banco do Brasil vem melhorando em função da maior geração de receitas e da expansão da carteira de crédito, principalmente nas operações de crédito ao consumidor, que oferecem margens mais altas, e que compensaram parcialmente as pressões de peso significativo da exposição ao crédito rural, o aumento do provisionamento para crédito e as futuras quedas das taxas de juros” aponta a Fitch.

Riscos

Segundo o release divulgado pela agência, o principal risco de rebaixamento da nota do banco advém de uma possível deterioração de sua estrutura de capital, da qualidade de sua carteira de crédito e do próprio desempenho.

“A agência continuará acompanhando de perto a qualidade do capital do BB e espera que o banco utilize sua flexibilidade financeira para levantar capital que lhe permita o crescimento adicional de suas operações e a absorção das aquisições” ressaltam os analistas.

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Por outro lado, a classificação da empresa poderá ser elevada caso seja constatada uma melhora da qualidade de capital e “desempenho sustentável através de seu ciclo de crescimento”.