Publicidade
SÃO PAULO – Operando ao longo do dia no campo negativo, o dólar comercial acompanhou o bom humor dos mercados e encerrou esta quinta-feira (5) em queda pela terceira sessão consecutiva, cotado a R$ 1,724 na venda – desvalorização de 0,46%.
Tentando conter esse novo declínio, o Banco Central brasileiro voltou a comprar dólares no mercado à vista através de um leilão. A operação teve início às 15h08 e terminou às 15h18 (horário de Brasília), onde a taxa aceita ficou em R$ 1,7232.
Contudo, os investidores mantiveram o otimismo apresentado nos últimos pregões, acompanhando os novos dados do mercado de trabalho norte-americano. O Initial Claims apontou que o número de pedidos por auxílio-desemprego ficou abaixo do esperado pelos analistas na última semana. O total registrado foi de 512 mil, enquanto as projeções esperavam 522 mil novos pedidos.
Resultados e BCs
A movimentada rodada de resultados corporativos também animou os mercados, que contaram com balanços positivos de Deutsche Telekom, Cisco Systems e Toyota. No panorama doméstico, destaque para o balanço trimestral da Vivo, que registrou um lucro 154% acima do que foi visto no terceiro trimestre do ano passado.
Na pauta econômica, tanto o BCE (Banco Central Europeu) quanto o BoE (Bank of England) optaram por manter suas taxas básicas de juros inalteradas. A autoridade monetária britânica, no entanto, anunciou que irá injetar mais £ 25 bilhões em seu programa de flexibilização quantitativa.
Brasil mais forte que a China?
Ainda nesta quinta-feira, declarações de membros importantes do governo brasileiro no seminário “Investing in Brazil”, realizado em Londres, também foram analisadas. O ministro Guido Mantega afirmou que, não fosse a valorização do real, o Brasil poderia ser atualmente mais competitivo do que a China.
Continua depois da publicidade
“O País está tendo de trabalhar com isso e, mesmo assim, tem um saldo comercial favorável. Imagine se não houvesse sobrevalorização”, disse o ministro da Fazenda, que também falou sobre as medidas do governo para minimizar a entrada de capital estrangeiro, como a taxação de 2% do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) da entrada de capital externo para investimentos em bolsa e renda fixa.
“É importante evitar um excesso de atração, uma ‘fatal atraction’ (de capitais). Queremos investimentos, IPOs, mas evitando certos exageros”, disse Mantega durante o evento.
Terceira queda seguida do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7220 na compra e R$ 1,7240
Continua depois da publicidade
na venda, baixa de 0,46% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8300, representando um ágio de 6,27%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,99% em novembro, frente
queda de 0,85% registrada no mês passado.
No ano, a desvalorização acumulada da moeda norte-americana chega a 26,23%.
Dólar futuro
Continua depois da publicidade
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro
encerrou o dia cotado a R$ 1.731,
leve alta em relação ao fechamento
de R$ 1.730
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou em leve alta,
atingindo R$ 1.743 frente
à R$ 1.740 do fechamento de
quarta-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7214000.
Continua depois da publicidade
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,00% para janeiro de 2010, 0,08 ponto abaixo em relação ao fechamento anterior.