Otimista acerca dos metais, BoA Merrill Lynch eleva preço-alvo de Vale e CSN

Analistas destacam empresas após elevarem expectativas para preço do minério de ferro e demanda doméstica

Publicidade

SÃO PAULO – O Bank of America Merrill Lynch revisou os preços-alvo de papéis do setor de mineração e siderurgia, após reavaliar as perspectivas para as cotações das commodities metálicas, adotando projeções de aumentos de dois dígitos nos preços.

Entre as três top picks do setor de mineração e siderurgia latino-americano, duas são brasileiras: a Vale (VALE5) e a CSN (CSNA3). A terceira empresa bem vista pelos analistas do banco é o Grupo Mexico.

De acordo com relatório divulgado nesta sexta-feira (13), o preço-alvo dos ADRs (American Depository Receipts) da Vale agora são estimados em US$ 34,00 ante os US$ 32,00 anteriores. Já os papéis da Bradespar (BRAP3), que faz parte do grupo controlador da Vale, tiveram seu preço-teórico elevado de R$ 46,00 para R$ 48,00.

Apesar de elevar os preços-alvo, o BoA Merrill Lynch manteve suas recomendações para os ativos citados, que são de compra para Vale, Bradespar e CSN; neutra para Usiminas (USIM5) e underperform (performance abaixo da média) para a Gerdau (GGBR4).

Metais
O time de analistas do banco explica que o melhor player para os investidores beneficiarem-se das expectativas positivas em relação ao minério de ferro na América Latina é através da brasileira Vale, que está exposta à recuperação da demanda chinesa por metais.

“Continuamos otimistas para o minério de ferro e esperamos que os preços subam pelo menos 30% em dois anos, 15% em 2010 e outros 15% em 2011”, preveem os analistas.

Continua depois da publicidade

Além disso, o BoA Merrill Lynch também recomenda a CSN, uma vez que um possível IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) ou venda de ativos poderia trazer para a companhia um ganho de 10% a 15% em seu valor atual.

Para o banco, as margens das siderúrgicas em geral deverão continuar sob pressão no próximo ano, com o preço das matérias-primas possivelmente avançando. Contudo, os analistas destacam que as empresas brasileiras do setor ainda terão boas margens, dada a forte demanda doméstica pelo aço.