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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta segunda-feira (16), em linha com os mercados futuros dos EUA. No mercado de commodities, as cotações do ouro e do petróleo avançam, favorecidas pela desvalorização do dólar frente às principais divisas: euro, libra e iene.
Nos EUA, olhos atentos ao Retail Sales (11h30), responsável por mensurar as vendas do varejo no decorrer de outubro. Também haverá o NY Empire State Index (11h30), que tem o intuito de medir a atividade manufatureira no estado de Nova York, servindo como termômetro para o país.
Por fim, a agenda norte-americana também conta com o Business Inventories (13h00) de setembro, que mostrará o nível de vendas e estoques das indústrias e dos setores de atacado e varejo.
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Japão cresce novamente, GM tenta reerguer-se
Em bases anuais, o Japão mostrou crescimento de 4,8% no PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, listando o segundo avanço consecutivo. Na passagem trimestral, o avanço no nível de produto foi menor, na casa de 1,2%.
Dentre as variáveis do modelo clássico do PIB, ênfase para a alta de 1,6% nos gastos com investimentos e para a expansão de 0,7% no consumo, que responde por 60% do nível de produto japonês. O maior nível de consumo explica-se, em parte, pelos estímulos do governo à demanda interna.
De Tóquio a Detroit, a GM (General Motors) deverá anunciar nesta sessão o início da devolução dos recursos emergenciais emprestados pelos governos do Canadá e dos EUA. Conforme relatado por agências internacionais, a montadora planeja iniciar a devolução dos recursos em pagamentos trimestrais de US$ 1 bilhão ao Tesouro dos EUA, além de US$ 200 milhões ao governo canadense.
Mercado está ciente, dinheiro está barato
Embora sempre relevante, os indicadores econômicos norte-americanos não influenciam o mercado como outrora faziam, segundo Peter Cardillo, economista chefe da Avalon Partners. “Se você dissecar os indicadores, chegará a problemas como o desemprego elevado”, completa o analista, ao ressaltar que o mercado já está ciente dos problemas vivenciados pela economia dos EUA. “A tomada barata de dinheiro está procurando uma casa nas ações, e esse momentum impulsiona o rali”, conclui Cardillo.
Yuan fixo não é o problema
Conforme Patrick Chovanec, colunista do website Seeking Alpha, o déficit na balança comercial dos EUA com a China não pode ser atribuído somente à taxa de câmbio fixa do yuan. Para exemplificar sua tese, o analista utiliza o caso da relação comercial entre Japão e EUA em 1985, quando ambos os países concordaram em valorizar o iene em mais de 100%, de ¥ 250 por dólar para ¥ 125 por dólar. Como resposta, o sistema bancário do Japão expandiu o crédito e manteve os keiretsus (conglomerados empresariais), dificultando as importações e mantendo o superávit comercial.
Opções e estimativas
No Brasil, destaque para o vencimento de opções sobre ações na BM&F Bovespa, o que pode trazer volatilidade no decorrer do pregão. Dentre os indicadores, há o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) referente à segunda quadrissemana de novembro, que marcou inflação de 0,2% no período.
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Por último, ênfase para o Relatório Focus, que trouxe as projeções das instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos; e para a Balança Comercial semanal, a ser divulgada às 11h00.
Petrobras lucra 26% a menos
Na cena corporativa, os investidores devem avaliar ainda os resultados divulgados na última sexta-feira. Destaque para os números da Petrobras (PETR4), que mostraram recuo de 26% no lucro líquido. O indicador atingiu R$ R$ 7,303 bilhões no terceiro trimestre deste ano.
Por sua vez, a Cemig (CMIG4) mostrou lucro líquido de R$ 567 milhões no terceiro trimestre, avanço de 9,8% frente ao montante visto no mesmo período do ano passado. A quantidade total de energia vendida ficou na casa dos 15.242 GWh, declínio de 1,99% na comparação com os 15.552 GWh comercializados em período igual do ano anterior.