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SÃO PAULO – O Secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, pediu aos bancos que emprestem mais às pequenas empresas e consumidores, que ainda enfrentam situação “muito desafiadora” frente às condições de crédito e o crescente desemprego.
A declaração é parte de uma das estratégias mais visíveis da equipe econômica de Barack Obama: incentivar a contratação em pequenas empresas. Em conferência para pequenos empresários, Geithner disse nesta quarta-feira (18) que a administração está focada em fazer mais para ajudar as empresas a tomar empréstimos e contratar novos trabalhadores.
Segundo o Secretário do Tesouro, as grandes empresas dependem dos bancos para 30% de seu financiamento; as pequenas precisam das instituições financeiras para 90% do crédito. “Então, quando os bancos saem de cena, os pequenos negócios são os mais afetados”, afirmou.
Os bancos sofrem pressão maior ainda para ter um papel importante na retomada da disponibilidade de crédito, já que eles foram os grandes beneficiados do projeto para retirar os ativos tóxicos dos bancos mais afetados pela crise (TARP, ou Troubled Assets Relief Program).
Algumas instituições financeiras já estão fazendo movimento nesse sentido. Os empréstimos concedidos pelo JPMorgan Chase cresceram 16%, para US$ 50,6 bilhões, na comparação de setembro com agosto.
US$ 500 milhões para pequenas empresas
Em linha com o discurso do governo, o Goldman Sachs anunciou nesta terça-feira US$ 500 milhões para ofertar ajuda aos pequenos negócios em ação conjunta com Warren Buffett, que já havia anunciado projeto semelhante. A Berkshire Hathaway, cujo dono é Buffett, é a principal acionista do Goldman Sachs.
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O dinheiro vai ser gasto com assistência que vai desde aconselhamento até financiamento desses pequenos negócios. O anúncio acontece após o Goldman ter sido muito criticado pelos bilhões de dólares que o banco separou para bônus neste ano.
A instituição alocou US$ 16,7 bilhões para compensações e benefícios nos primeiros nove meses, o que equivale a pagar US$ 527,192 por cada funcionário do banco.
O presidente da instituição, Lloyd Blankfein, disse que “pequenas empresas têm um papel vital na criação de empregos e crescimento na economia norte-americana”.
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Timothy Geithner definiu como esse ciclo funciona: “sem crescente acesso ao crédito por parte das famílias e dos pequenos negócios americanos, o crescimento será mais fraco, as empresas vão adiar investimentos de longo prazo e nós não seremos capazes de uma recuperação autossustentável e guiada pela demanda interna”.