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SÃO PAULO – O Itaú reforçou a revisão para o PIB (Produto Interno Bruto) de 1,5% para 1,0% em 2017, mas estima que a recuperação da economia vai levar a um salto de 4% na atividade em 2018. O banco cortou a projeção deste ano de 4,8% para 4,7% e de 2018, de 4,2% para 4,0%.
“A inflação terminou 2016 abaixo do esperado e seguirá em queda nos próximos meses. A composição do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) segue mais benigna, com recuo em diversos componentes, inclusive preços de serviços”, diz o relatório assinado pelo economista-chefe da instituição, Mário Mesquita.
A dinâmica inflacionária permitiu ao BC (Banco Central) a antecipação do ciclo de afrouxamento monetário com o corte de 75 pontos-base em janeiro, na avaliação do Itaú. “Projetamos dois cortes adicionais dessa magnitude nas reuniões de fevereiro e de abril. A taxa Selic deve atingir 9,75% no fim de 2017, e 8,5% em 2018”, afirma o banco.
No âmbito fiscal, maiores dificuldades no processo de avanço das reformas e ajustes necessários também podem gerar pressões adicionais sobre os prêmios de risco e a taxa de câmbio. O Itaú projeta que o dólar encerre 2017 e 2018 em R$ 3,50, ante projeções de R$ 3,60 e R$ 3,70, respectivamente.
Reforma de Previdência
Em relatório de revisão de cenário, o Itaú Unibanco estima que a reforma da Previdência vai ser aprovada na Câmara dos Deputados até o segundo trimestre de 2017. “Os sinais de encaminhamento e aprovação das reformas fiscais têm sido positivos até o presente momento”, diz o texto assinado pelo economista-chefe da instituição, Mário Mesquita.