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SÃO PAULO – Em relatório divulgado nesta quinta-feira (19), a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) elevou suas projeções para o crescimento das três maiores economias desenvolvidas – EUA, Europa e Japão – nos próximos anos.
A estimativa traçada pelos analistas da OCDE para o desempenho de seus 30 países-membro em 2009 ainda passa por uma recessão, da ordem de 3,5%. Mas a recuperação deve vir já em 2010, com uma expansão de 1,9%, e se consolidar em 2011, com um crescimento de 2,5%.
As projeções gerais da organização também dão conta de um aumento da inflação e do desemprego nos próximos anos. Já quanto ao comércio mundial, a OCDE prevê uma queda de 12,5% em 2009, ao passo que 2010 deve ver uma alta de 6,0% e 2011, uma de 7,7%.
EUA
O relatório contém também estimativas específicas para as três maiores regiões de seus países-membro. Pivô da crise e maior economia do mundo, o mercado deve avaliar particularmente os números ao redor dos EUA, que segundo a OCDE, deverá reportar uma queda de 2,5% em seu PIB (Produto Interno Bruto) neste ano.
Mas no que depender da OCDE, o país deverá retomar sua expansão nos próximos anos, crescendo 2,5% em 2010 e 2,8% em 2011. “A economia norte-americana vem se recuperando no lastro da política de concessão de estímulos, da melhora nas condições financeiras e na estabilização do mercado imobiliário”, afirmou Jørgen Elmeskov, chefe do departamento de análises econômicas do grupo.
No entanto, nem tudo são flores ainda. A inflação nos EUA deve reportar forte alta entre 2009 e 2010, passando de 0,2% para 1,4%. Por sua vez, a taxa de desemprego deverá atingir seu pico no primeiro semestre de 2010, fechando tal ano ao patamar de 9,9%.
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Europa e Japão
Retomadas do crescimento também dão o tom das projeções da OCDE para a Europa e o Japão. O continente deverá passar de uma recessão de 4,0% em 2009 para uma expansão de 0,9% no ano que vem, enquanto que o Japão deve registrar alta de 1,8% em 2010 após uma queda de 5,3% em seu PIB neste ano.
No ambiente inflacionário, os países europeus devem acompanhar a tendência norte-americana. A alta dos preços no continente deve passar de 0,2% neste ano para 0,9% em 2010, amenizando para 0,7% em 2011. Já o Japão deve seguir mergulhado em seu cenário de deflação, que neste ano deve ficar em 1,2% e no ano seguinte, 0,9%.
A taxa de desemprego europeia é esperada para encerrar o ano a 9,4%, crescendo para 10,6% em 2010 e para 10,8% em 2011. Os números para o Japão são um pouco mais favoráveis: o país deverá reportar desemprego de 5,2% em 2009, depois de 5,6% em 2010 e de 5,4% em 2011.