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SÃO PAULO – Embora a discussão sobre o fim dos estímulos monetários ganhe corpo internacionalmente, as autoridades monetárias de Rússia e Colômbia anunciaram a redução em 0,5 ponto-percentual de suas taxas básicas de juro.
Apontada como uma das principais economias emergentes, a Rússia sofre com a forte retração da atividade econômica doméstica, em meio à redução das exportações de commodities como o petróleo. Deste modo, o Bank Rossii cortou a taxa de refinanciamento de 9,5% para 9% ao ano.
Além de buscar o estímulo dos fluxos de crédito para os mercados imobiliário e corporativo, o Banco Central do país busca evitar uma apreciação excessiva da moeda local – rublo – por meio da redução da atratividade dos ativos de renda fixa.
Comércio e inflação
Já a Colômbia viu a junta diretiva do Banco da República reduzir o juro básico de 4% para 3,5% ao ano. De acordo com comunicado da instituição, a decisão foi motivada pela redução mais intensa que o esperado da inflação.
Ademais, a medida vem reforçar os estímulos à economia do país, que não tem sofrido redução nos níveis de atividade, “mas tampouco uma reativação vigorosa”. Também tem pesado a queda no comércio bilateral com a Venezuela, em meio aos desentendimentos políticos com o país comandado por Hugo Chávez.