Dólar comercial solidifica tendência durante a tarde e fecha em alta de 0,52%

PIB norte-americano desagradou os mercados nesta terça-feira; intervenção do Bacen também contribuiu para o movimento

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SÃO PAULO – Após iniciar o dia alternando entre perdas e ganhos, o dólar comercial solidificou sua tendência positiva, acompanhando a cautela instaurada nos mercados após a divulgação de indicadores da agenda norte-americana. Com isso, a moeda fechou esta terça-feira (24) com alta de 0,52%, cotada na venda a R$ 1,736. Eventos no panorama doméstico também chamaram a atenção.

O Banco Central brasileiro voltou a aumentar suas reservas internacionais ao realizar nesta sessão uma nova compra de dólares no mercado interno. A captação ocorreu através de um leilão no mercado à vista, realizado entre as 15h01 e às 15h11 (horário de Brasília), com uma taxa de corte de R$ 1,7331.

Ainda por aqui, a pauta econômica teve como grande referência a divulgação da Nota do Setor Externo, também apresentada pela autoridade monetária. O documento mostrou um superávit de R$ 9,184 bilhões no balanço de pagamentos total de outubro. No mesmo período de 2008, a conta havia ficado negativa em US$ 8,609 bilhões.

Agenda dos EUA

Contribuindo para a apreensão no pregão, a segunda prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA mostrou um crescimento de 2,8% no terceiro trimestre do ano, em linha com as projeções do mercado, mas abaixo do que foi visto na primeira divulgação. Alguns fatores, como o maior déficit comercial e os baixos números registrados no segmento de consumo, fizeram alguns investidores repensarem suas posições.

Aliado a isso, a média do valor de venda de casas na principal economia do mundo recuou 9,36% em setembro, desempenho pior que o esperado pelo esperado. Ofuscado pelos eventos desfavoráveis da agenda econômica, a confiança do consumidor norte-americano superou as expectativas dos analistas durante o mês de novembro.

Conta corrente e carteira

Voltando ao front interno, o chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, prevê para o mês de novembro que a conta corrente externa apresente um déficit de US$ 3,4 bilhões, após o País registrar em outubro um saldo negativo de US$ 2,91 bilhões. Segundo Maciel, o crescimento está “associado ao aumento da atividade econômica e da renda, que puxa a demanda pela importação de bens de consumo e de capital”.

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Por fim, os investimentos estrangeiros em carteira atingiram em outubro um total de US$ 17,1 bilhões, maior patamar da série histórica apurada pelo BC desde 1947. O valor direcionado para ações de empresas brasileiras, outro recorde, foi de US$ 14,4 bilhões, dos quais US$ 9,7 bilhões negociados no País e o restante no exterior, na forma de ADRs (American Depositary Receipts).

Dólar a R$ 1,736

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7340 na compra e R$ 1,7360 na venda, alta de 0,52% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8500, representando um ágio de 6,69%
em relação ao dólar comercial.

Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 1,31% em novembro, frente queda de 0,85% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 25,72%.

Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro
encerrou o dia cotado a R$ 1.736,
alta em relação ao fechamento
de R$ 1.730

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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou em alta,
atingindo R$ 1.745 frente
à R$ 1.743 do fechamento da véspera.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,734000.

FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,27% para janeiro de 2010, 0,31 ponto percentual acima do fechamento anterior.