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SÃO PAULO – O mercado interno de aço mostrou bom ritmo de crescimento da produção e das vendas no mercado interno em outubro, conforme avaliação da Link Investimentos após a divulgação dos dados do IABr (Instituto Aço Brasil).
Segundo a corretora, entre os laminados o aumento da produção não foi acompanhado pelas compras, de forma que pode existir uma elevação dos estoques no País.
De acordo com os números do IABr, a produção de aço cresceu 3% em outubro em comparação a setembro, voltando ao ritmo de 2008. Com 2,8 milhões de toneladas de aço bruto produzidas, o País está próximo da capacidade total do parque siderúrgico nacional.
Os analistas da Link acreditam que a produção deve continuar forte no final do ano e no começo de 2010, com a reativação dos últimos fornos e a perspectiva de melhora da demanda no mercado interno. A equipe acredita que os níveis do próximo ano devem superar os de 2008.
Laminados
A produção de laminados cresceu ainda mais que a de aço, com aumento de 10% em relação a setembro, mas ainda 8% abaixo do mesmo mês do ano anterior. A produção total ainda está atrás da de aço bruto, “mostrando que ainda há capacidade para laminar mais aço com a melhora do mercado interno”, afirmam os analistas.
Com relação às vendas, a tendência é de manutenção da alta. Nesse sentido, os analistas destacam as exportações, que se tornam uma alternativa para as empresas, mesmo tendo menores margens que o mercado doméstico.
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Recomendações
A Link Investimentos chama atenção para o forte aumento da produção de laminados em outubro e alerta para o aumento dos estoques caso as vendas de novembro não acompanhem essa alta. Caso isso ocorra, os analistas avaliam que será mais difícil para as siderúrgicas aumentarem os preços, como elas desejavam.
Lembrando que os números têm impacto na mineração, dado que a produção de aço tem forte relação com o consumo de minério de ferro, os analistas acreditam que no quarto trimestre as demandas da China e do resto do mundo devem aumentar.
Com isso, a Link mantém a recomendação de compra para as ações de CSN (CSN3), Vale (VALE5) e Bradespar (BRAP4); e neutro para Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4).