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(Bloomberg) — Uma recuperação econômica do país poderá começar no fim de 2017 ou no início de 2018, e será puxada por investimentos, não por consumo, porque desemprego ainda estará alto, diz Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos. Veja principais pontos da entrevista:
- Investimento só virá se houver uma visão de médio/longo prazo para o país
- Encaminhamento da reforma da Previdência será essencial para isso
- “Reforma da Previdência é importante para saber se o Brasil está quebrando ou não”; aprovação abrirá espaço para melhora de confiança e retomada de investimentos
- Se o governo perder na Previdência, “tudo será postergado para não se sabe quando, porque também não se saberá quem será o próximo presidente‘‘; não se terá horizonte para investimentos
- Sem reforma da Previdência, PEC do teto não seria viável
- ‘‘Situação é binária, ou se vai para um lado ou para o outro”
- Resultados das tramitações das reformas fiscais estão sendo muito positivos até agora
- PEC do teto aprovada nos 2 turnos no Senado, Previdência cumpre seu prazo CCJ da Câmara
- Reforma da Previdência é a mais fácil de ser entendida pela sociedade e a mais difícil de “passar a toque de caixa” como a PEC do teto
- Governo precisa fazer uma boa articulação política
- A situação econômica está tão ruim, que movimentos organizados não vão conseguir organizar a sociedade como um todo contra reforma da Previdência
- Há um entendimento de que Previdência está quebrada, está ficando claro que se não houver reforma, as pessoas continuarão contribuindo e não receberão nada depois; é o que está acontecendo no Rio, Rio Grande do Sul e Minas; infelizmente, crise dos estados facilita esse entendimento
- Solange Srour espera aprovação da reforma da Previdência na transição do 1º para 2º semestre de 2017
- “Durante esse processo, juros estarão caindo”
- Copom deve cortar Selic em 0,50 pp em janeiro, segundo ela
- Solange Srour não descarta possibilidade de redução em 0,75 pp, que teria 25% de chances de acontecer, “porque estamos tendo muitas surpresas com inflação e atividade”
- Coletas agrícolas desabaram, pode haver mais surpresas com alimentos
- Expectativas na Focus estão caindo muito devagar para o que os dados de inflação e atividade mostraram de setembro a dezembro; “inflação corrente caiu, mercado quase não reagiu à desaceleração do PIB, que foi brutal”
- Sobre Fed, a economista espera sinalização de 2 altas de juros em 2017 e 2 altas em 2018
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